Após três dias de julgamento, PM é absolvido no caso Leandro Lo; família critica resultado

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Caso Leandro Lo terminou com a absolvição do PM Henrique Velozo; julgamento revoltou família de Lo e comunidade do jiu-jítsu

Após três dias de julgamento, PM é absolvido no caso Leandro Lo; família critica resultado
Após três dias de julgamento, PM é absolvido no caso Leandro Lo; família critica resultado / Foto: reprodução open.online

O caso Leandro Lo voltou a ganhar repercussão após a absolvição do policial militar Henrique Velozo no júri realizado em São Paulo. Na madrugada deste sábado (15), o PM foi solto do presídio militar Romão Gomes, onde estava detido desde 2022. A decisão encerra, por ora, um processo acompanhado com grande atenção pela comunidade do jiu-jítsu e pelo público em geral.


Júri absolve o policial após três dias de julgamento

Henrique Velozo, réu confesso foi absolvido pelo júri

O caso Leandro Lo foi analisado por sete jurados entre quarta-feira (12) e sexta-feira (14). A maioria votou pela absolvição de Velozo, acatando o argumento da defesa de que o policial teria agido em legítima defesa. A sentença foi formalizada pela juíza Fernanda Jacomini, da 1ª Vara do Júri.

A repercussão foi imediata: familiares e atletas expressaram indignação. Fátima Lo, mãe do campeão mundial, afirmou que irá recorrer porque “não houve justiça”. O promotor João Carlos Calsavara classificou o júri como “complicado, com nulidades”, indicando que acredita em futura anulação da decisão.

Relembre o crime

O episódio que marcou o caso Leandro Lo ocorreu em 7 de agosto de 2022, no Clube Sírio, em Indianópolis, zona sul de São Paulo. Durante um show, o campeão mundial de jiu-jítsu foi baleado na cabeça após uma discussão com o policial militar. Lo chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Velozo se apresentou à Corregedoria horas depois e permaneceu preso desde então.

Acusações e qualificadoras

A denúncia do Ministério Público, aceita em setembro de 2022, levou o PM a responder por homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras incluíam motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A Promotoria esperava uma pena superior a 20 anos.

O que aconteceu no tribunal

Ao longo do júri, nove testemunhas foram ouvidas, além do próprio acusado. Os debates entre acusação e defesa se estenderam até o fim da noite de quarta-feira. Na versão dos advogados do policial, a ação foi “defensiva”. A defesa comemorou o resultado afirmando que “a Justiça prevaleceu”.

Reação da comunidade do jiu-jítsu

A absolvição no caso Leandro Lo provocou forte revolta entre atletas, treinadores e fãs do esporte, que veem o resultado como incompatível com as evidências apresentadas. A família mantém a intenção de recorrer, e novas etapas judiciais devem ocorrer nas próximas semanas.

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