Série Talentos de São José apresenta trajetórias de moradores que contribuíram para a educação, a saúde, o esporte, a arte e o comércio.

A série Talentos de São José, produzida pela prefeitura em comemoração aos 259 anos de São José dos Campos, apresenta histórias de pessoas que contribuíram para o desenvolvimento e a identidade do município em diferentes áreas.
As trajetórias reunidas mostram como moradores nascidos na cidade ou que escolheram São José dos Campos para viver ajudaram a construir parte da história local. Os personagens atuam em áreas como comércio, educação, imprensa, saúde e esporte.
Entre os homenageados estão a comerciante Neusa Rodrigues Pinheiro, a educadora Juliane Rocha, o cartunista Jean Galvão, o médico Arnaldo Mendonça Rennó e o ex-jogador e treinador de basquete José Edvar Simões.
Neusa Rodrigues e o cachorro-quente da Praça Cônego Lima

Foto: Claudio Cieira / PMSJC
Neusa Rodrigues Pinheiro, de 72 anos, tornou-se uma figura conhecida no centro de São José dos Campos ao vender cachorro-quente durante décadas na Praça Cônego Lima.
Natural de Quatá, no interior de São Paulo, ela chegou à cidade aos 16 anos. Antes de iniciar o negócio, complementava a renda familiar vendendo balas de coco pelas ruas.
Em 1984, Neusa obteve uma licença da prefeitura e passou a trabalhar na praça. Segundo o relato apresentado na série, ela foi a primeira mulher ambulante do município.
O movimento cresceu, e o carrinho chegou a comercializar uma média de 1.500 lanches por dia. O recorde, de acordo com Neusa, foi de 2.700 unidades vendidas entre a manhã e o início da noite.
Depois de trabalhar no Mercado Municipal e na Rodoviária Velha, ela retornou às proximidades da Praça Cônego Lima. Em 27 de julho de 2025, inaugurou uma lanchonete ao lado do local onde iniciou sua trajetória.
Atualmente, as filhas Elizandra e Elizana ajudam na administração do negócio. Em 2025, Neusa recebeu o título de Cidadã Joseense.
Juliane Rocha dedica trajetória à educação municipal

Foto: Claudio Cieira / PMSJC
A educadora Juliane Rocha, de 49 anos, trabalha há 29 anos na rede municipal de ensino e atualmente dirige a Emefi Professora Rosa Tomita, no Jardim São José II.
Nascida em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, ela chegou a São José dos Campos aos 15 anos. Formou-se no Magistério, cursou o ensino superior e ingressou no serviço público por concurso.
Juliane possui cinco diplomas universitários, mestrado e especializações. Há 14 anos, atua na gestão escolar, após ter iniciado a carreira em sala de aula.
A diretora destaca o papel da escola no desenvolvimento pedagógico e social da comunidade. Segundo ela, o trabalho envolve identificar as necessidades dos estudantes e promover acolhimento, aprendizagem e cidadania.
A atuação na educação também lhe rendeu o título de Cidadã Joseense. Juliane vive na cidade com a família e afirma ter construído em São José sua vida pessoal e profissional.
Jean Galvão levou o traço joseense à imprensa nacional

Foto: Claudio Cieira / PMSJC
O cartunista e ilustrador Jean Galvão, de 54 anos, vive em São José dos Campos desde os 11 anos. Em seu estúdio no Jardim Satélite, produz charges publicadas aos domingos na Folha de S.Paulo.
A carreira começou em jornais da região. Jean também publicou trabalhos para a Editora Abril, para revistas internacionais e em dezenas de livros, incluindo uma obra sobre São José dos Campos.
O primeiro prêmio veio aos 14 anos, em um concurso nacional de desenho. Posteriormente, o cartunista conquistou três vezes o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos enquanto trabalhava no jornal ValeParaibano.
Após vencer um concurso promovido pela Folha de S.Paulo, passou a publicar no jornal e a dividir espaço com nomes reconhecidos da ilustração brasileira.
Em seus trabalhos, Jean aborda temas políticos, sociais e ambientais. As charges também são utilizadas em materiais didáticos e em questões do Exame Nacional do Ensino Médio.
Arnaldo Rennó participou de cerca de 5 mil nascimentos

Foto: Claudio Cieira / PMSJC
O obstetra Arnaldo Mendonça Rennó, de 65 anos, atua há aproximadamente quatro décadas na medicina e participou de cerca de 5 mil nascimentos.
Natural de Itajubá, em Minas Gerais, ele chegou a São José dos Campos em 1986. Dois anos depois, ingressou na prefeitura por concurso público.
Arnaldo trabalha no Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence e está entre os obstetras mais antigos da rede pública municipal. Atualmente, realiza, em média, dez partos por mês.
Entre os episódios marcantes da carreira está o nascimento de quadrigêmeos, ocorrido há nove anos. O médico também recorda um parto no qual os exames indicavam uma gestação de gêmeos, mas a equipe descobriu, durante o procedimento, a presença de um terceiro bebê.
Além do atendimento às gestantes, Arnaldo participa da formação de novos especialistas. O programa de Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Municipal formou mais de 45 profissionais em 15 anos.
Edvar Simões foi o primeiro joseense no pódio olímpico

Foto: Claudio Cieira / PMSJC
José Edvar Simões, de 83 anos, foi o primeiro atleta nascido em São José dos Campos a conquistar uma medalha olímpica.
Ele ganhou o bronze com a Seleção Brasileira de basquete nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Também participou das edições da Cidade do México, em 1968, e de Munique, em 1972.
Edvar começou a praticar basquete na Escola Estadual João Cursino, sob orientação do professor e medalhista olímpico Alberto Marson. Aos 16 anos, passou a defender o Tênis Clube de São José dos Campos.
Na carreira como jogador, atuou por equipes como Corinthians, Trianon Jacareí e Palmeiras. Pela Seleção Brasileira, foi vice-campeão mundial em 1970 e conquistou o terceiro lugar na edição de 1967.
Como treinador, comandou o Tênis Clube na conquista do Campeonato Brasileiro de 1981, único título de uma equipe joseense na elite nacional do basquete. Também venceu os Campeonatos Paulistas de 1980 e 1981 e dirigiu a Seleção Brasileira durante a década de 1980.
As histórias apresentadas na série Talentos de São José relacionam trajetórias pessoais ao crescimento do município. Os perfis mostram contribuições construídas ao longo de décadas em atividades que alcançaram diferentes gerações de joseenses.



