Governo sanciona lei que endurece punições para crimes contra agentes de segurança

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Lula sancionou lei que endurece regras para presos por assassinato de policiais e prevê transferência para presídios federais

Nova lei sancionada por Lula endurece regras para presos acusados de matar policiais.
Nova lei sancionada por Lula endurece regras para presos acusados de matar policiais/ Foto ilustrativa: Depositphotos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a lei que estabelece regras mais rígidas para presos condenados por assassinato ou tentativa de assassinato de policiais e agentes de segurança pública. O texto foi publicado nesta terça-feira (12) no Diário Oficial da União.


A nova legislação determina que presos condenados ou investigados por homicídio e tentativa de homicídio contra policiais poderão ser encaminhados, preferencialmente, para presídios federais de segurança máxima.

A medida também vale para militares das Forças Armadas e outros integrantes da segurança pública mortos no exercício da função ou em razão dela. A proposta havia sido aprovada pelo Congresso Nacional em abril deste ano.

Com a sanção da Lei 15.407/26, os detentos enquadrados nesses crimes poderão ser submetidos ao regime disciplinar diferenciado (RDD). O modelo prevê regras mais rígidas de encarceramento, como cela individual, limitação de visitas, fiscalização de correspondências e redução do tempo fora da cela.

O regime disciplinar diferenciado tem duração máxima de até dois anos e costuma ser aplicado a presos considerados de alta periculosidade, incluindo lideranças de organizações criminosas ou detentos que representem risco à ordem dentro do sistema prisional.

Apesar da aprovação do texto pelo Congresso, Lula vetou alguns trechos da proposta. Entre eles, o dispositivo que tornava obrigatória a inclusão no RDD de presos acusados de assassinato de policiais ou reincidentes em crimes violentos e hediondos.

Segundo a Presidência da República, a medida seria inconstitucional por transformar em regra um regime que deve ser excepcional. O governo argumentou que a aplicação automática do RDD deixaria de considerar a análise individual da periculosidade e do comportamento do preso.

Outro trecho vetado foi o que impedia progressão de regime e liberdade condicional para detentos submetidos ao regime disciplinar diferenciado. Para o governo federal, a restrição violaria princípios constitucionais relacionados à individualização da pena e à execução penal progressiva.

A justificativa dos vetos também menciona entendimento do Supremo Tribunal Federal e normas internacionais sobre tratamento de presos, que estabelecem que a pena deve ser analisada de forma individual durante toda a execução penal, inclusive em casos de crimes hediondos.

A lei já está em vigor após publicação no Diário Oficial da União.

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Imagens profissionais em parceria com o site Depositphotos.

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