Após críticas da delegação iraniana, autoridades americanas permitiram que a seleção viaje com dois dias de antecedência para Seattle, onde enfrentará o Egito pela Copa do Mundo de 2026

Time do Irã após partida com a Bélgica em Los Angeles. Foto: Reuters/Daniel Cole
A seleção do Irã recebeu uma importante flexibilização das restrições impostas pelos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. Nesta terça-feira (23), o Departamento de Segurança Interna dos EUA confirmou que os jogadores iranianos poderão viajar para Seattle com dois dias de antecedência para a partida contra o Egito, marcada para sexta-feira (26).
Até então, devido às restrições de entrada aplicadas a cidadãos iranianos, a equipe vinha sendo obrigada a permanecer hospedada em Tijuana, no México, realizando viagens aos Estados Unidos apenas na véspera dos jogos e retornando imediatamente após as partidas.
Com a mudança, a delegação iraniana deverá desembarcar em Seattle já na quarta-feira (24), ganhando mais tempo para adaptação, preparação física e recuperação antes do confronto decisivo.
A situação havia gerado forte insatisfação entre dirigentes e membros da comissão técnica do Irã. O técnico Amir Ghalenoei chegou a relatar ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que a equipe estava sendo prejudicada por uma condição considerada desigual em relação às demais seleções participantes.
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Segundo Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a FIFA, a flexibilização já fazia parte de uma avaliação prevista pelas autoridades americanas.
Mesmo com a autorização para chegada antecipada, a seleção iraniana ainda terá de deixar os Estados Unidos logo após o término da partida, mantendo parte das restrições que vêm marcando sua participação no Mundial.
O episódio tem chamado atenção internacional por envolver questões diplomáticas e esportivas em plena disputa da maior competição de futebol do planeta.

