Após a grande atuação contra a Escócia, a confiança do torcedor voltou a crescer. Vinícius Júnior brilhou, Ancelotti encontrou um time competitivo, mas ainda existe uma sensação compartilhada por milhões de brasileiros: Endrick precisa jogar mais!

Vontade de jogar: Endrick tem estrela e capacidade de decidir jogos grandes. Coloca o menino, Ancelotti!
Por Marco Osio Pugliesi
Confesso: depois de tantos anos de decepções, promessas frustradas e eliminações dolorosas, eu já não conseguia olhar para a Seleção Brasileira com o mesmo brilho nos olhos de antigamente.
Aquele sentimento que fazia o coração acelerar ao ouvir o hino nacional parecia ter ficado perdido em algum lugar entre as lágrimas de 2014, as eliminações de 2018 e 2022 e a falta de identidade que tomou conta do futebol brasileiro nos últimos anos.
Mas algo mudou.
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A vitória por 3 a 0 sobre a Escócia não foi apenas mais um resultado positivo. Foi uma atuação que reacendeu uma chama que estava quase apagada dentro de milhões de torcedores.
Pela primeira vez em muito tempo, o Brasil parece ter um time.
Não apenas um grupo de estrelas espalhadas pelo campo, mas uma equipe organizada, competitiva, intensa e com uma ideia clara de jogo.

Italiano pediu calma ao torcedor na coletiva após a vitória contra Escócia / Foto: Divulgação CBF
Ancelotti trouxe algo que o torcedor estava pedindo há anos: equilíbrio.
A Seleção defende melhor, erra menos, ocupa os espaços com inteligência e, principalmente, joga com confiança.
Vinícius Júnior voando
O camisa 7 parece finalmente ter encontrado na Seleção o mesmo protagonismo que exibe nos maiores palcos do futebol mundial. Seus gols, dribles e movimentações transformaram o ataque brasileiro em uma ameaça constante.
Rayan também surpreendeu e mostrou personalidade de gente grande.
Mas existe um nome que continua ecoando na cabeça do torcedor brasileiro.
Endrick!
Não se trata apenas de talento. O garoto carrega algo raro: ele joga com fome de gol, com coragem e com uma personalidade que não se ensina. Endrick tem algo que poucos têm: estrela!
Endrick representa o DNA do futebol brasileiro.
Aquele jogador que não tem medo do desafio, que encara zagueiros experientes sem tremer, que entra em campo para decidir.
É impossível não imaginar o quanto ele poderia acrescentar a esse time recebendo mais oportunidades.
Ancelotti tem feito um trabalho crescente e merece reconhecimento por isso. O italiano conseguiu algo que parecia impossível há poucos meses: devolver esperança ao torcedor.
Mas, se existe um pedido que sai das arquibancadas, das rodas de conversa, dos grupos de WhatsApp e dos bares espalhados pelo Brasil, é simples:
Deixe Endrick jogar.
Porque Copa do Mundo não é apenas sobre tática, números e estatísticas. Copa do Mundo também é sobre brilho nos olhos.
É sobre aquele jogador capaz de mudar uma partida em um lance improvável. É sobre talento puro. E talento puro, o Brasil tem de sobra.
Hoje, pela primeira vez em muito tempo, eu volto a acreditar. Volto a acreditar que o Hexa não é apenas um sonho distante.
Volto a acreditar que a camisa amarela voltou a assustar os adversários.
Volto a acreditar que o Brasil pode chegar. Mas também acredito que, para conquistar o mundo, essa Seleção ainda precisa abrir mais espaço para um menino que nasceu para os grandes momentos.
O Hexa voltou a parecer possível.
E Endrick pode ser uma das chaves para torná-lo realidade.

