Mais de 12,6 mil pessoas ficaram feridas, milhares perderam suas casas e operações internacionais de resgate seguem em busca de sobreviventes entre os escombros

Terremoto na Venezuela: Após oito dias sob escombros, homem foi resgatado vivo em operação emocionante
A dimensão da tragédia provocada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela no último dia 24 de junho continua aumentando. De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, o número de mortos subiu para 2.645, enquanto 12.666 pessoas ficaram feridas em uma das maiores catástrofes naturais da história recente do país.
Segundo o Ministério das Comunicações, as equipes de resgate conseguiram salvar 6.462 pessoas com vida desde o início das operações, muitas delas retiradas dos escombros após dias de intenso trabalho realizado por socorristas venezuelanos e equipes internacionais.
O governo informou ainda que cerca de 86 mil famílias já receberam algum tipo de assistência humanitária. Além disso, mais de 15 mil pessoas perderam suas casas e permanecem desalojadas.
A situação, porém, pode ser ainda mais dramática. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que aproximadamente 50 mil pessoas continuam desaparecidas, número muito superior aos dados oficiais divulgados até o momento.
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Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram principalmente a cidade de La Guaira, na noite de 24 de junho. Os dois tremores ocorreram com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por cerca de 20 réplicas, agravando os danos em prédios, residências e infraestrutura.
Desde então, uma grande mobilização internacional foi organizada para auxiliar a Venezuela. Países como Brasil, Estados Unidos, China, México e Reino Unido, entre outros, enviaram equipes especializadas em busca e salvamento, além de medicamentos, alimentos, equipamentos e ajuda humanitária.
Mesmo após vários dias da tragédia, as operações de resgate continuam em ritmo intenso. As equipes ainda mantêm a esperança de localizar sobreviventes presos sob os escombros, enquanto milhares de famílias vivem a angústia de aguardar notícias de parentes desaparecidos.
A tragédia já é considerada uma das maiores da história da Venezuela e segue mobilizando a comunidade internacional em uma ampla força-tarefa de assistência humanitária e reconstrução.



