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Tenente-coronel investigado por morte da esposa é aposentado pela PM

Polícia Militar de SP garante aposentadoria integral, de cerca de R$ 21 mil mensais, ao tenente-coronel preso acusado de feminicídio; processo disciplinar segue na corporação

Polícia Civil pede prisão de tenente-coronel por morte da esposa também PM em SP

Polícia Militar de São Paulo publicou aposentadoria de oficial investigado por feminicídio

A Polícia Militar de São Paulo concedeu a aposentadoria ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso preventivamente sob suspeita de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, na capital paulista. A decisão foi publicada na última quinta-feira (2) pela Polícia Militar.


Segundo a corporação, a aposentadoria ocorreu a pedido do próprio oficial e segue critérios legais de idade, garantindo vencimentos integrais. Mesmo com a medida, ele continua sendo investigado por feminicídio e fraude processual.

O último salário bruto do tenente-coronel, antes da prisão, era de R$ 28,9 mil, conforme dados do Portal da Transparência do Governo de São Paulo. Com a aposentadoria proporcional à idade (ele tem 53 anos) o valor estimado do benefício deve ficar em torno de R$ 21 mil mensais.

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Salário do tenente-coronel

Salário do tenente-coronel

Investigação e contestação da versão inicial

Inicialmente, a defesa do oficial sustentava que a morte da esposa teria sido um suicídio, mas os laudos da Polícia Civil contestaram essa versão e apontaram indícios de feminicídio, além de possível tentativa de fraude processual.

O oficial segue preso preventivamente por decisão da Justiça, após representação da Corregedoria da Polícia Militar.

Processo disciplinar continua

A Polícia Militar informou que a aposentadoria não interfere no processo administrativo que pode resultar na expulsão do oficial da corporação. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo autorizou a abertura de um conselho de justificação, que pode levar à perda do posto e da patente.

De acordo com a SSP, mesmo na reserva, o tenente-coronel ainda pode ser punido administrativamente. No entanto, a eventual perda da patente não anula o direito à aposentadoria já adquirida por tempo de serviço.

O inquérito policial militar sobre o caso está em fase final e deve ser encaminhado ao Judiciário. Já a investigação conduzida pela Polícia Civil foi concluída e enviada à Justiça, com pedido de prisão já cumprido.

A corporação reforçou, em nota, que mantém o compromisso com a legalidade, disciplina e os princípios que regem a atividade policial militar.

Prisão em São José dos Campos

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em seu apartamento, na região central de São José dos Campos, no dia 18 de março.

A prisão do oficial mobilizou equipes policiais e a imprensa, que fez plantão por dois dias na porta do prédio, aguardando o cumprimento do mandado.

Confira o vídeo no Instagram.

Veja também: Justiça condena homem a 103 anos de prisão por estuprar três sobrinhas em São José dos Campos

Gabriela Cobianchi

Redação

Estudante de Jornalismo e integra a equipe da Life Informa. Com destaque na cobertura esportiva, também atua em outras editorias, acompanhando os principais acontecimentos do Vale do Paraíba e região.

5 respostas para “Tenente-coronel investigado por morte da esposa é aposentado pela PM”

  1. Carlos disse:

    Depois da aposentadoria compulsória de juízes com salário integral e penduricalhos, temos a aposentadoria dos oficiais da PMSP. Brasil il il

    • Rubens Filho disse:

      O errado é o certo mesmo que todos estejam fazendo. E o certo é errado mesmo que ninguém esteja fazendo.

  2. André Rodrigues disse:

    Esse oficial vai “continuar ganhando os vencimentos integrais” com o apoio do atual governador enquanto a família da vítima amargura sofrimento e dor. Será que o governador é mesmo a favor da família? Só se for a família dele!

  3. Rubens Filho disse:

    Metade desta aposentadoria deveria ir para a filha da Gisele Alves Santana.

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