
A partir de 1º de novembro de 2024, o Banco Central do Brasil implementará novas regras para o Pix, com o objetivo de aumentar a segurança das transações e combater fraudes. A principal mudança será a exigência de que transferências acima de R$ 200 sejam feitas apenas por dispositivos previamente cadastrados pelos usuários, como celulares ou computadores. Dispositivos não cadastrados terão um limite diário de R$ 1.000.
Essa medida foi tomada em resposta ao crescimento dos golpes envolvendo o Pix, que se tornaram uma preocupação crescente para o Banco Central e instituições financeiras. Além do cadastro obrigatório, as instituições deverão adotar tecnologias mais avançadas de gerenciamento de fraudes e realizar revisões periódicas para identificar possíveis atividades suspeitas, permitindo bloquear transações temporariamente ou encerrar contas associadas a fraudes.
As novas regras são uma tentativa de combater o aumento de golpes no sistema de pagamentos. Com mais de 155 milhões de usuários, o Pix se consolidou como uma ferramenta crucial no Brasil, mas a popularidade trouxe desafios de segurança que as instituições buscam enfrentar com essas medidas.
Fraudes
Segundo dados de 2023, 2,5 milhões de golpes envolvendo o Pix foram registrados no Brasil, com 42% da população já tendo sofrido tentativas de fraude. A maioria dos golpes ocorre através de engenharia social, onde as vítimas são manipuladas a transferir dinheiro involuntariamente. Mesmo com números alarmantes, muitos casos não são denunciados, o que sugere que o problema pode ser ainda maior.
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Reportagem, kristine otaviano
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Este problema seria facilmente resolvido se houvesse um processo rígido para abertura de contas bancárias, com identificação através de digitais e foto dos clientes. Visando lucro, os bancos abrem contas até por whatsapp e não são responsabilizados.
O dinheiro dos golpes normalmente vão para contas de laranjas ou na maioria das vezes, nas contas abertas com documentação falsa…
Aos poucos vão transformando em TED digital.