Recuperação judicial do Grupo Toky é aceita pela Justiça de São Paulo. Empresa controla as marcas Tok&Stok e Mobly.

A recuperação judicial do Grupo Toky foi aceita pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Capital. O grupo, responsável pelas marcas Tok&Stok e Mobly, alegou enfrentar uma grave crise financeira e agora terá proteção judicial para reorganizar suas dívidas e manter as operações.
A decisão foi assinada pelo juiz Henrique Inoue e estabelece uma série de medidas previstas na legislação para empresas em recuperação. Entre elas estão a nomeação de um administrador judicial e a suspensão, por 180 dias, das execuções movidas contra a companhia.
Durante esse período, também ficam proibidas medidas como retenção de bens, arrestos, penhoras, sequestros, buscas e apreensões relacionadas a créditos sujeitos ao processo de recuperação judicial. O objetivo é permitir que a empresa reorganize suas finanças sem sofrer novas restrições patrimoniais que possam comprometer sua atividade.
Além disso, foi determinada a publicação de edital com a relação nominal de credores. Após a divulgação, haverá prazo de 15 dias para apresentação de habilitações ou divergências por parte dos credores.
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Crise financeira
No pedido apresentado à Justiça, o Grupo Toky afirmou que enfrenta dificuldades financeiras provocadas por diferentes fatores econômicos. Entre eles estão a elevação das taxas de juros, a redução do consumo de bens duráveis, os impactos gerados pela pandemia e prejuízos operacionais acumulados entre os anos de 2022 e 2025.
A empresa também informou que sofreu um bloqueio de recebíveis estimado em R$ 77 milhões, valor que, segundo o grupo, supera o débito discutido. De acordo com a companhia, a medida comprometeu significativamente o fluxo de caixa e colocou em risco pagamentos de salários, fornecedores e demais despesas operacionais.
Obrigações durante o processo
Com o deferimento da recuperação judicial do Grupo Toky, a empresa deverá prestar contas mensalmente ao Judiciário. Até o dia 30 de cada mês, o grupo terá de apresentar documentos solicitados pelo administrador judicial, além de extratos bancários, comprovantes de recolhimento de impostos, encargos sociais e verbas trabalhistas.
O processo de recuperação judicial busca viabilizar a continuidade das atividades empresariais enquanto é elaborado um plano para renegociação das dívidas com os credores.
A decisão ainda é passível de recurso.



