OMS confirma 5 casos de hantavírus em cruzeiro internacional, mas afirma que risco à saúde pública segue baixo

Os casos de hantavírus em um cruzeiro internacional seguem sendo monitorados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade confirmou cinco infecções entre passageiros da embarcação que partiu da Argentina no início de abril e informou que, apesar de três mortes registradas, o risco à saúde pública global permanece baixo.
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As autoridades de saúde investigam a origem do contágio. A principal hipótese analisada é de que a infecção tenha ocorrido fora da embarcação, possivelmente durante um voo realizado em Joanesburgo.
Apesar da repercussão internacional do caso, a OMS afirmou que o cenário não representa risco elevado de disseminação global. “”A ameaça à saúde pública em geral decorrente do surto permanece baixa”, ressaltou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta quinta-feira (7).
Segundo Tedros, novos casos ainda podem surgir devido ao período de incubação do vírus, considerado relativamente longo. Ainda assim, especialistas reforçam que o comportamento do hantavírus é diferente do coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19.
A diretora do Departamento de Prevenção e Preparo para Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou que não existem indícios de uma nova pandemia relacionada ao vírus. “Isso não é o começo de uma nova pandemia de Covid-19”, declarou a especialista ao comentar o caso monitorado pela organização.
De acordo com a OMS, o surto ocorreu em ambiente confinado e, na maior parte dos registros, o hantavírus não apresenta transmissão entre pessoas.
O que é o hantavírus
O hantavírus é uma doença rara transmitida, principalmente, pelo contato com urina, fezes ou secreções de roedores infectados. Em alguns casos, a inalação de partículas contaminadas também pode causar infecção.
Os sintomas costumam incluir febre, dores musculares, mal-estar e dificuldade respiratória. Em situações mais graves, a doença pode provocar complicações pulmonares severas.
Um representante da OMS permanece acompanhando os passageiros até a chegada do navio em Tenerife, onde autoridades sanitárias locais continuarão o monitoramento dos viajantes.
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