Após protestos, Unesp afasta dois professores envolvidos em denúncias de assédio e estupro

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Protestos dos estudantes realizados nesta semana surtem efeito e Unesp afasta dois professores envolvidos em denúncias de estupros e abusos no campus de São José dos Campos

Protesto realizado por estudantes da Unesp na segunda-feira (4) na avenida Francisco José Longo, uma das principais vias da região central de São José dos Campos / Foto: Life

A Unesp de São José dos Campos afastou dois professores após denúncias de abuso sexual registradas na ouvidoria da universidade. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (6), após dois protestos realizados por estudantes no campus e denúncias feitas por uma ex-aluna do curso de Odontologia. As manifestações ocorreram na segunda-feira (4) e voltaram a ser realizados nesta quarta-feira (6), cobrando providências da universidade diante dos relatos apresentados por alunas.


Alunos da Unesp protestam contra assédio e denúncias de estupro em São José dos Campos
Alunos da Unesp protestam contra assédio e denúncias de estupro em São José dos Campos / Foto: Life

Segundo a Universidade Estadual Paulista, dois processos internos de investigação preliminar foram instaurados pelo Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) para apurar episódios registrados na ouvidoria da instituição. Os docentes citados nas denúncias foram afastados das atividades acadêmicas por 30 dias, período que poderá ser prorrogado conforme o andamento das apurações.

O caso ganhou repercussão após uma ex-aluna do curso de Odontologia publicar um vídeo nas redes sociais relatando ter sido vítima de estupro cometido por um professor em abril de 2023, durante o primeiro ano da graduação. A jovem, identificada como Carolina Ferreira, de 21 anos, também formalizou a denúncia na Delegacia da Mulher de São José dos Campos.

Foto: Life

As mobilizações estudantis pedem maior transparência nas investigações, acolhimento às vítimas e medidas mais rígidas contra casos de assédio e violência sexual dentro do ambiente universitário.

Em nota oficial, a Unesp afirmou que reconhece o direito de mobilização dos estudantes e destacou a importância de que os atos ocorram com serenidade e respeito. A universidade informou ainda que acompanha os desdobramentos do caso e mantém os procedimentos internos em andamento.

O caso segue sob investigação administrativa da universidade e também deverá ser analisado pelas autoridades policiais responsáveis pela apuração criminal.

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Imagens profissionais em parceria com o site Depositphotos.

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