Cerca de 180 alunos da Unesp protestam contra assédio no campus de São José dos Campos e cobram apuração de denúncias envolvendo professor. Universidade se posiciona

Um protesto de alunos da Unesp marcou a tarde desta segunda-feira (4) na avenida Francisco José Longo, uma das principais da região central de São José dos Campos. Cerca de 180 estudantes denunciaram casos de assédio e supostos estupros atribuídos a um professor, além de cobrarem providências da direção da universidade.
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Vestidos de preto, os participantes se concentraram no início da tarde dentro da universidade. Eles também questionam a atuação da direção diante das denúncias, que segundo os estudantes estaria agindo de forma passiva.

Com cartazes e palavras de ordem contra machismo e violência sexual, os alunos percorreram ruas da região como Prudente Meirelles de Moraes e Adhemar de Barros, além da José Longo. Durante o ato, frases como “Assédio aqui não” e “Estuprador não pode ser professor” foram entoadas pelos manifestantes.
Segundo os estudantes, as denúncias já teriam sido levadas à direção da universidade, mas sem medidas consideradas eficazes. “O máximo que a direção faz são palestras. Um absurdo”, afirmou uma aluna durante o protesto.
O ato contou com apoio de uma professora da instituição, além de representantes da OAB e da vereadora Amélia Naomi (PT). Não houve participação de membros da diretoria da universidade na manifestação.
Denúncias e relatos

Uma estudante de 21 anos afirma ter registrado boletim de ocorrência após denunciar estupro supostamente cometido por um professor em 2023. De acordo com o relato, o crime teria ocorrido após ela aceitar uma carona ao sair da faculdade. A jovem também afirma que passou a sofrer ameaças após o episódio.
Em publicação recente, ela incentivou outras possíveis vítimas a relatarem situações semelhantes, independentemente do tempo em que ocorreram.

Outro depoimento que ganhou repercussão foi o de uma cirurgiã-dentista formada pela instituição. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirmou que o caso denunciado seria “a ponta do iceberg”. Segundo o relato, a profissional teria sofrido abuso dentro de sala de aula e, posteriormente, perseguição acadêmica.
Posicionamento da universidade
Em nota oficial, a direção do Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp informou que acompanha as manifestações e reiterou repúdio a qualquer forma de assédio. A universidade destacou que disponibiliza canais institucionais para denúncias, com garantia de sigilo e apuração.
Ainda segundo a instituição, foram abertos dois Processos de Apuração Preliminar (PAD) desde o dia 30 de abril para investigar os casos registrados. A direção também afirmou que a apuração depende da formalização das denúncias.
A universidade ressaltou o direito à manifestação dos estudantes, mas destacou a importância do diálogo e da condução respeitosa das mobilizações.







4 Respostas
O mínimo é expulsar o professor mandar ele catar recicláveis.
“Destacou a importância do diálogo” com relatos de perseguição e ameaças por parte do docente? E com casos desde, ao menos, 2023, como a reportagem diz?? Ah vá… Pelo amor de Deus, Unesp. Pouca vergonha esse comunicado e esse posicionamento. Se eu soubesse antes do protesto e estivesse na região hoje, eu protestava junto. Que nojo dessa história.
Negócio aí dentro deve ser feio, alguns maníacos tarados de olho nas novinhas, dia todo só secando as alunas, infelizmente tem professores bons mas tem os maníacos juntos, como em toda profissão e todo lugar .
Ótima iniciativa pra por pra fora os tarados desta instituição.
É muito engraçado ver como o prefeito e os vereadores da direita se comportam nessa situação. Eles se omitem!!
E depois dizem ser Deus, Pátria e Família! Só estão preocupados com as suas próprias famílias, incluindo as amantes. É assim também que se comportam em outros casos de estupro e pedófila!
Só uma vereadora, e da esquerda, Amélia do PT, é que está ajudando na pressão por justiça.
Não é possível que prefeito e demais vereadores continuem a se omitir. É VERGONHOSO!!