Greve dos servidores de Taubaté segue após audiência sem acordo. Prefeitura e sindicato voltam a negociar nesta quarta-feira
A greve dos servidores de Taubaté segue afetando diversos serviços públicos do município após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela administração municipal e optar pela continuidade do movimento iniciado em 2 de junho.
A decisão foi tomada durante assembleia realizada na Avenida do Povo, em frente à Câmara Municipal, um dia após a audiência de conciliação promovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo terminar sem consenso entre as partes.
De acordo com a Prefeitura de Taubaté, a proposta atualmente em discussão prevê reajuste salarial de 2,5%, com aplicação a partir de maio de 2027, além da elevação do vale-alimentação dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,50 a partir de setembro deste ano.
Mas, a categoria mantém a reivindicação de recomposição salarial de 9,43%, percentual que, segundo os servidores, corresponde às perdas inflacionárias acumuladas desde 2024.
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Durante a assembleia, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté (Sindserv), Rosalba Ramos, afirmou que a proposta apresentada pela prefeitura é considerada insuficiente pelos trabalhadores. Segundo ela, os servidores também defendem a reposição dos dias parados para evitar prejuízos à população e garantir a continuidade dos atendimentos nos serviços públicos.
Nova rodada de negociação
A prefeitura informou que uma nova reunião com representantes do sindicato está marcada para esta quarta-feira (17), às 9h, no Paço Municipal.
Após o encontro, os servidores voltarão a se reunir em assembleia, marcada para as 14h30 na Avenida do Povo, quando serão apresentados os resultados das negociações e definidos os próximos passos do movimento.
Em nota oficial, o Sindserv destacou que a decisão pela continuidade da greve foi aprovada por unanimidade e reiterou que a categoria permanece aberta ao diálogo. O sindicato também lamentou a ausência do prefeito na audiência de conciliação realizada no Tribunal de Justiça.
Enquanto não houver um entendimento entre as partes, a paralisação continua, mantendo a mobilização dos servidores municipais em busca de uma proposta que contemple a reposição das perdas inflacionárias reivindicadas pela categoria.




