Investigada por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC, Deolane Bezerra segue presa após STF negar pedido de liberdade e manter decisão da Justiça

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de soltura da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa na Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi assinada no sábado (23) e publicada oficialmente neste domingo (24).
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Na decisão, Dino afirmou que o STF não é a instância adequada para analisar o pedido de soltura, já que a prisão foi decretada por decisão de primeira instância judicial. Segundo o ministro, ainda que o Supremo pudesse julgar o caso neste momento, não haveria elementos que justificassem a concessão da liberdade.
Deolane Bezerra foi presa na última quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, investigação que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Investigação aponta lavagem de dinheiro
De acordo com as investigações, a influenciadora teria recebido valores oriundos de uma transportadora apontada como ligada ao PCC, com sede em Presidente Venceslau, no interior paulista.
A suspeita é de que os recursos fossem utilizados em operações de lavagem de dinheiro da organização criminosa.
Após a prisão, Deolane Bezerra foi inicialmente encaminhada para a Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista.
Posteriormente, ela foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
Histórico de investigações
Essa não é a primeira vez que a influenciadora enfrenta investigações policiais. Em setembro de 2024, ela já havia sido presa em Recife durante a Operação Integration, que investigava suposto esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Deolane Bezerra ganhou notoriedade nacional após a morte do funkeiro MC Kevin, em 2021, no Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, a influenciadora soma milhões de seguidores e mantém forte presença em campanhas publicitárias, programas de televisão e conteúdos digitais. O caso segue sob investigação.





