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Cratera volta a ceder e reacende preocupação de moradores no Jardim Imperial

Parte da cratera que interditou prédio e casas no Jardim Imperial voltou a afundar durante obras de contenção em São José dos Campos

Cratera volta a ceder e reacende preocupação de moradores no Jardim Imperial

Cratera volta a ceder e reacende preocupação de moradores no Jardim Imperial / Foto: reprodução G1

A cratera que abriu e foi recomposta no Jardim Imperial voltou a apresentar sinais de instabilidade na terça-feira (16), na zona sul de São José dos Campos. Imagens de uma câmera de segurança registraram um novo afundamento em uma área que havia sido coberta com pedras durante as obras de contenção realizadas pela Prefeitura. O local permanece interditado desde fevereiro, quando uma erosão obrigou a retirada de 156 moradores de um prédio e quatro casas.


As imagens mostram o momento em que parte do solo cede novamente na rua Felisbina Machado, exatamente em um dos trechos que recebeu obras emergenciais de contenção após o surgimento da cratera.

O problema ganhou repercussão em janeiro, quando um caminhão carregado com cerca de 10 toneladas de blocos de concreto foi engolido por uma enorme abertura que se formou na via. Dias depois, uma segunda erosão surgiu a aproximadamente 250 metros do primeiro ponto, ampliando o risco na região.

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Foi justamente nesta segunda área de desabamento que ocorreu o novo afundamento registrado nesta semana.

Área segue interditada

A erosão provocou a interdição do Residencial Jardins de Sevilha, prédio com 34 apartamentos localizado ao lado da cratera, além de quatro residências vizinhas. Ao todo, 156 pessoas precisaram deixar seus imóveis por questões de segurança.

Desde então, a área permanece isolada e monitorada pelas autoridades. O trecho da rua Felisbina Machado chegou a ser totalmente interditado. Posteriormente, foram iniciadas obras emergenciais para estabilização do terreno e contenção do avanço da erosão.

Obra milionária está em andamento

Em abril, a prefeitura de São José dos Campos assinou a ordem de serviço para a construção de uma nova galeria de águas pluviais na região, considerada fundamental para solucionar o problema de drenagem que contribuiu para o avanço das erosões. O investimento previsto é de R$ 6,7 milhões.

Moradores relatam preocupação com o novo afundamento, já que o bairro convive há cerca de 15 anos com problemas de erosão. Mas, a situação se agravou significativamente em 2026, culminando nas interdições e na retirada de dezenas de famílias.

 

Humberto Banys

Redação

Jornalista, fundador da Life Informa e diretor de jornalismo do portal. Atua na coordenação editorial e na cobertura dos principais acontecimentos do Vale do Paraíba e Litoral Norte, com foco na produção de informação ágil, responsável e de interesse público.

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