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Caso Ultrafarma: auditor formado no ITA é acusado de liderar esquema bilionário de propinas

Caso Ultrafarma: auditor formado no ITA é acusado pelo MP-SP de liderar esquema de R$ 1 bi em propinas na Sefaz-SP
Ocorrência

O caso da Ultrafarma ganhou novos desdobramentos nesta semana, com a prisão de Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP), acusado pelo Ministério Público paulista (MP-SP) de liderar um esquema bilionário de fraude tributária. A operação, deflagrada na última terça-feira (12), também prendeu o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, um diretor da Fast Shop e outras três pessoas. As informações desta matéria são do G1.


Segundo os promotores o esquema teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021. Artur, descrito como “gênio do crime” e “funcionário brilhante” por colegas da Sefaz-SP, teria domínio total do mecanismo fraudulento que envolvia a concessão indevida de créditos e isenções de ICMS a grandes empresas varejistas.

Histórico acadêmico e perfil do acusado

Formado em Engenharia Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Artur foi o melhor aluno de sua turma e já havia sido aprovado também no Instituto Militar de Engenharia (IME) e no curso de Medicina da USP. Recebeu o Prêmio Professor Rene Maria Vandaele, concedido aos melhores estudantes de aerodinâmica e estruturas, e ganhou da Embraer uma viagem aos Estados Unidos para conhecer centros de pesquisa, incluindo a Nasa.

Em junho, segundo o Portal da Transparência do governo de SP, ele recebia salário de R$ 33.781,06 na Diretoria de Fiscalização (DIFIS) da Sefaz-SP.

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O esquema de fraude

De acordo com o MP-SP Artur utilizava documentos da Ultrafarma e da Fast Shop para aprovar pedidos de ressarcimento de créditos de ICMS, agilizando liberações e, em alguns casos, concedendo valores acima do devido. Ele próprio acompanhava e aprovava os processos, garantindo que não passassem por revisões internas.

O esquema tinha ligação direta com a empresa Smart Tax, de propriedade da mãe de Artur, Kimio Mizukami da Silva, professora aposentada da rede pública. A companhia era usada para lavar o dinheiro da propina e não tinha funcionários. Embora Artur tenha deixado o quadro societário em 2013, os promotores afirmam que ele operava de fato a empresa.

Crescimento patrimonial suspeito

O salto no patrimônio de Kimio foi o ponto de partida da investigação. Em 2021 ela possuía R$ 411 mil; em 2022, já eram R$ 46 milhões; e, em 2023, o valor chegou a R$ 2 bilhões. Na declaração de Imposto de Renda, a professora alegou que a fortuna veio de investimentos em criptomoedas, supostamente adquiridas com lucros da Smart Tax. Para o MP-SP essa justificativa não condiz com as evidências.

O relatório obtido pela TV Globo aponta que Kimio não participava de reuniões com empresas beneficiadas, reforçando a suspeita de que Artur atuava diretamente em nome da Smart Tax para receber e gerenciar pagamentos ilícitos.

Medidas e repercussões

Após as prisões, o secretário estadual da Fazenda, Samuel Kinoshita, se reuniu com promotores para alinhar ações conjuntas contra novas fraudes, unindo esforços da pasta na prevenção e do MP-SP na área criminal.

 

Veja também: Estrangeiras furtam mais de R$ 9mil em produtos de farmácia em São José dos Campos

Gabriela Cobianchi

Redação

Estudante de Jornalismo e integra a equipe da Life Informa. Com destaque na cobertura esportiva, também atua em outras editorias, acompanhando os principais acontecimentos do Vale do Paraíba e região.

9 respostas para “Caso Ultrafarma: auditor formado no ITA é acusado de liderar esquema bilionário de propinas”

  1. Ana Lúcia disse:

    Absurdo….acabou com a carreira e vida dele

    • Carlos disse:

      Certeza da impunidade. Gasta uns 100 milhões com multas e advogados, sai da cadeia em 5 anos, e curte a vida com os 900 milhões restantes. Se ele tivesse que ressarcir 2x o valor roubado, não teria feito nada.

  2. Katia disse:

    Isso mesmo, bandido bom é bandido na cadeia, independente de que universidade veio.

  3. André Rodrigues disse:

    O gato tentou se esconder, mas deixou o rabo de fora e ainda arrastou a própria mãe para o crime.
    Espero que nenhum parlamentar da direita venha pedir anistia para mais esse golpista!

  4. Carão disse:

    Essa é a ULTRAFARRA do governo Tarcísio e ocorreu dentro da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP).
    Desde que Tarcísio assumiu a recuperação de impostos pelas empresas é maior do que o Tarcísio aplica em Educação e Saúde no estado.
    Espero que todos os políticos e empresários corruptos tenham o mesmo destino do Jair, a cadeia!

  5. Zilda disse:

    E pode investigar outras indústrias farmacêuticas que vai achar mais fraudes.
    Área farmacêutica e outros setores precisam ser investigadas mesmo!

  6. PAULAO DIAS disse:

    O CARA E BOM PRA CARAMBA, VENDE REMEDIO BARATO, BARATO E SO NA ULTRAFARMA.. SOLTEM O HOMEM PELO AMOR DE DEUS E DEIXA O HOMEM TRABALHA..
    PRENDAM OS POLITICOS QUE SUGAM NOSSO SANGUE E NOSSA ALMA COBRANDO ALTISSIMOS IMPOSTOS.
    SONTEM O COITADO DO SYDNEY OLIVEIRA

  7. Ivone disse:

    Parabéns pelo golpe, gostei, tem que sonegar mesmo, governo põe vc na cadeia mas estes vagabundos não são presos, você paga praanter a vida boa destes desgracados

  8. Lindalva disse:

    Governo quer ver o povo pagando para eles usufruir da vida boa sem trabalho, são vagabundos, vereadores se aposentam com altos salários e pouco tempo de trabalho, governo, prefeitos, militares, etc, ai o cidadão de bem e obrigado a trabalhar pra manter a vida boa destes vagabundos políticos
    Parabéns seu Sydney oliveira, você e meu exemplo de cidadão do bem, contra a vida boa destes pilantras safados sem vergonha que são os politicos

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