Alesp aprovou nesta quarta (13) o novo salário mínimo paulista de R$ 1.874,36. Valor é R$ 253 maior que o piso nacional

O novo salário mínimo paulista foi aprovado nesta quarta-feira (13) pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O piso estadual passa a ser de R$ 1.874,36, valor R$ 253,36 superior ao salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.621.
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A proposta, encaminhada pelo governador Tarcísio de Freitas, agora segue para sanção estadual e deve entrar em vigor no primeiro dia do mês seguinte à publicação oficial. Com o reajuste, o piso regional passa para R$ 1.874,36, representando aumento de R$ 70,36. O valor contempla cerca de 70 categorias profissionais que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção coletiva ou acordo trabalhista.
Entre os trabalhadores beneficiados estão empregados domésticos, cuidadores de idosos e pessoas com deficiência, motoboys, pescadores, serventes e outras categorias da iniciativa privada. Segundo o Governo de São Paulo, o reajuste foi calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025. A justificativa do projeto aponta que a medida busca preservar o poder de compra da população de menor renda e reduzir desigualdades regionais.
Além do piso estadual, os deputados também aprovaram o Projeto de Lei 385/2026, que concede abono complementar para servidores estaduais que recebem abaixo do novo mínimo paulista. De acordo com o governo, cerca de 89 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas serão beneficiados. O complemento salarial será aplicado de forma proporcional à jornada de trabalho, garantindo remuneração mínima equivalente ao novo piso estadual.
A oposição criticou a proposta do abono complementar. Parlamentares apontam que o benefício não é incorporado ao salário-base, o que impede que os valores sejam considerados no cálculo de aposentadoria, férias e décimo terceiro salário. O impacto financeiro estimado pelo Governo de São Paulo é de R$ 6,5 milhões por mês, podendo ultrapassar R$ 88 milhões anuais nos próximos anos.
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