Ubatuba decreta situação de emergência após chuva histórica atingir 400 casas, desalojar famílias e provocar a suspensão de aulas

Ubatuba decretou situação de emergência após registrar cerca de 290 milímetros de chuva no fim de semana, volume equivalente à média histórica de fevereiro. Ao menos 400 casas foram alagadas, 30 famílias deixaram suas residências e duas pessoas morreram durante naufrágio.
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A decisão foi oficializada pela prefeita Flávia Pascoal (PL) após os danos provocados pela chuva intensa que atingiu o município desde sábado (21). Segundo a administração municipal, o volume excepcional comprometeu estruturas públicas e privadas e afetou serviços essenciais.
De acordo com a Defesa Civil, aproximadamente 400 imóveis sofreram alagamentos. Das 30 famílias que precisaram sair de casa, 15 foram acolhidas por parentes e outras 15 encaminhadas para hotéis no bairro Lagoinha.
Ajuda humanitária enviada ao município
Com o decreto, Ubatuba está autorizada a mobilizar recursos humanos e materiais para recuperação das áreas atingidas, além de realizar compras emergenciais de insumos.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo e o Fundo Social enviaram 200 kits dormitório, itens de higiene e limpeza, cestas básicas, roupas e ração para animais. Um gabinete de crise foi instalado para monitorar a situação das chuvas no Litoral Norte.
Escolas e rodovia interditadas
Quatro unidades escolares tiveram aulas suspensas nesta segunda-feira (23):
EM Sebastiana Luiza de Oliveira Prado – Araribá
Escola José de Souza Simeão – Taquaral
Escola Nativa Fernandes de Faria – Sertão da Quina
EMEI Professora Alba Regina Torraque da Silva – Taquaral
Além disso, a Rodovia Oswaldo Cruz permanece totalmente interditada devido às condições da via.
As principais ocorrências de alagamento e queda de árvores foram registradas nos bairros Sertão da Quina, Taquaral e Mato Dentro. As chuvas continuam, mantendo os órgãos municipais e estaduais em estado de alerta.
Naufrágio deixa duas vítimas
A ocorrência mais grave foi o naufrágio de uma embarcação de pesca na região da Ponta Grossa, no sábado (21), durante o período de chuva forte e ventos intensos.
Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), o barco transportava cinco pessoas. Três tripulantes foram resgatados com vida por ocupantes de outra embarcação particular. Dois homens, um pescador e um turista de aproximadamente 60 anos, morreram.
As autoridades seguem monitorando as condições climáticas e avaliando novos riscos no município.








5 Respostas
Meu amigo tomou naquele lugar comprando uma casa em Ubatuba, logo na primeira chuva a casa dele inundou no bairro do Itaguaí, se fudeo, se arrepende amargamente, o pior, pagou caro e não consegue vender nem pela metade do que pagou, tomou no cu
Por esta e outros motivos, não vale a pena comprar casa ou apartamento no litoral se não for para morar permanente.
Para veraneio é uma burrice só.
Esta ideia de ter casa na praia vem das décadas de 70, 80 e 90.
Que na época era mais viável e tinha o objetivo nao só para ostentar mas lavar dinheiro. Privacidade?
Pergunta para um proprietário desta época se valeu a pena o custo-benefício.
Hoje, é muito melhor ficar em pousadas, hotéis ou Airbnb.
Só calcular o imenso custo de adquirir, manter e vender um imóvel do litoral. Neste processo, quem só ganha e nada perde são os governos municipais e estaduais, com os diversos impostos pagos antes, durante e depois.
Quanta besteiras não é, sempre tem gente pronta para falar besteras
Deselegante usar palavras de baixo calão
Quanta besteiras não é, sempre tem gente pronta para falar besteras