Ocorrência

Suspeito de matar Thalita de Arantes, em São José dos Campos, continuará preso após decisão judicial

Acusado de matar motorista de ônibus Thalita de Arantes em São José dos Campos vira réu por feminicídio qualificado e segue preso preventivamente

Justiça aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réu o acusado de matar Thalita de Arantes Lima.

Justiça aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réu o acusado de matar Thalita de Arantes Lima.

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público contra Wesley Sousa Ribeiro, de 31 anos, acusado de matar a companheira Thalita de Arantes Lima, de 41 anos, em São José dos Campos. Com a decisão, assinada na última sexta-feira (29), o investigado passou à condição de réu e permanecerá preso preventivamente.


O caso é tratado como feminicídio e Wesley responderá pelos crimes de feminicídio qualificado e furto. Segundo o Ministério Público, o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, com uso de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ao receber a denúncia, a Justiça entendeu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para o prosseguimento da ação penal. O magistrado também converteu a prisão do acusado em preventiva, sem prazo determinado.

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Histórico de agressões foi considerado pela Justiça

Na decisão, o juiz destaca a gravidade dos fatos e menciona episódios anteriores de agressões e ameaças atribuídas ao acusado.

Entre os elementos citados está uma agressão que teria provocado a fratura de um dedo da vítima. O magistrado também faz referência a um relato gravado em áudio pela própria Thalita, no qual ela afirmou que acordou durante a madrugada e encontrou Wesley segurando uma faca enquanto dizia que poderia “fazer uma merda”.

A decisão ainda aponta que medidas protetivas concedidas à vítima estavam em vigor quando o crime aconteceu. Segundo o documento judicial, o acusado teria descumprido essas determinações antes do feminicídio.

Risco à investigação e fuga após o crime

Outro fator levado em consideração para a manutenção da prisão preventiva foi o risco de interferência na investigação.

De acordo com a decisão, testemunhas relataram medo após o crime e afirmaram que o acusado teria tentado influenciar pessoas ligadas ao caso.

O magistrado também destacou que Wesley deixou São José dos Campos após o assassinato, passou por cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, descartou objetos que poderiam interessar às investigações e abandonou o veículo da vítima em outro estado.

Para a Justiça, essas circunstâncias demonstram risco à aplicação da lei penal e reforçam a necessidade da manutenção da prisão preventiva.

O processo seguirá em tramitação, e o acusado continuará detido enquanto responde às acusações apresentadas pelo Ministério Público.

Veja também: Familiares, colegas e passageiros prestam homenagem emocionante à motorista Thalita em São José dos Campos

Gabriela Cobianchi

Redação

Estudante de Jornalismo e integra a equipe da Life Informa. Com destaque na cobertura esportiva, também atua em outras editorias, acompanhando os principais acontecimentos do Vale do Paraíba e região.

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