São José terá Sistema de Trauma pioneiro ligado ao HM

Sistema centraliza no Hospital Municipal a integralização do atendimento ao paciente traumatizado, unindo a captação, reabilitação e certificação tornando o atendimento mais rápido e resolutivo

Foto PMSJC

São José dos Campos caminha para ser a primeira cidade do país a criar um Sistema de Trauma, vinculado ao Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, mantido pela prefeitura de São José dos Campos em parceria com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).

Com apoio da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integral ao Traumatizado), o Sistema já começou a ser implantado e contará com a participação de vários parceiros, como Samu, Polícia Militar, Centro de Reabilitação Lucy Montoro, Hospital Regional, hospitais particulares, entre outros.

A ideia de criação de um projeto piloto em São José dos Campos foi sugerido por dirigentes da SBAIT, a partir de um programa de reuniões virtuais iniciadas há 3 meses e que, a princípio, tinham por objetivo discutir protocolos de tratamento dos pacientes com covid-19, uma vez que, em muitos hospitais, os cirurgiões foram para a linha de frente dos prontos-socorros.

Os trabalhos já foram iniciados antes mesmo da assinatura do convênio e como braço operacional local foi criado o comitê de trauma municipal ligado ao Departamento Hospitalar e de Emergências da Secretaria de Saúde.

O decreto municipal de criação do comitê já foi publicado e o grupo local está discutindo, durante reuniões quinzenais, os planos de ação para os próximos anos. Outro tema em discussão tem sido a acreditação dos Centros de Trauma e do Sistema de Trauma de São José dos Campos, que deverá ser o primeiro sistema a ser acreditado no país.

No ano passado, o Hospital Municipal criou a sala de trauma, um serviço de atendimento exclusivo, que teve como objetivo centralizar o atendimento primário destes pacientes em um único espaço, sob os cuidados de equipe especializada própria, formada por cirurgião do trauma, dois técnicos de enfermagem e 1 enfermeiro.

Com o novo fluxo e uma equipe exclusiva, focada para os casos de trauma, o atendimento se tornou mais rápido e resolutivo. Entre os casos considerados como trauma estão os atropelamentos, acidentes de trânsito com capotamento, quedas de moto, queda superior a duas vezes a altura do paciente, vítimas de ferimento por arma de fogo, idosos que apresentam fratura de fêmur ou traumatismo cranioencefálico, entre outros. Por dia, passam em média pela sala de trauma cerca de 25 pacientes.

A implantação da sala de trauma foi o ponto de partida para a criação do sistema. A ideia é ter uma rede de registro única integrada ao sistema pré-hospitalar e à reabilitação dos pacientes traumatizados, sempre com foco na recuperação mais rápida e efetiva.

O Hospital Municipal, inclusive, já começou a desenhar o espaço de um layout mais amplo para o novo centro, que começará a operar assim que o pronto socorro for transferido para o Hospital de Retaguarda com o fim da pandemia de covid-19.

Os acidentes de transportes e as quedas são os principais registros de óbitos por causa externa entre os residentes de São José dos Campos. De um total de 284 óbitos ocorridos em 2019, 67 (23,6%) foram ocasionados por acidentes de transportes e 66 por quedas (23,2%).

Além das discussões para a criação do centro de trauma, o grupo alinhou debates paralelos baseados em outros 3 eixos: elaboração de um manual de criação de um sistema de trauma; ações políticas junto a deputados e senadores e participação no programa “Rodovias que Perdoam”.

Quanto ao manual orientador para criação de sistema de trauma, o grupo se propôs a escrever um documento que abranja toda a linha de cuidado do trauma, iniciando pela prevenção, o atendimento pré-hospitalar, o centro de trauma, o registro de dados, programa de qualidade, ensino, reabilitação e reinserção no mercado de trabalho e na sociedade.

Esse documento tem por objetivo facilitar o processo de implantação deste modelo de atendimento, entendendo que o centro isoladamente não atingirá suas metas se não for integrado a um sistema organizado.

Outra frente do grupo foi buscar legisladores preocupados com as dezenas de milhares de mortes por trauma que ocorrem todos os anos e passam como fatalidade pela sociedade para iniciar diálogos com senadores e deputados federais que se mostrarem sensíveis à causa.

Por meio de um de convite feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, o grupo foi incluído em “células” com a finalidade de discutir critérios de projetos de segurança e socorro às vítimas nas futuras rodovias federais que serão concessionadas nos próximos leilões pelo Ministério da Infraestrutura.

 

LIFE | cotidiano - Publicado 18:30 | - Redação

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