Exames mais precisos descartam vírus da febre amarela e apontam choque séptico como causa da morte de menino de 12 anos em Taubaté

Taubaté segue sem registrar morte por febre amarela em 2026/ Foto: Reprodução
Uma morte suspeita por febre amarela registrada em Taubaté foi descartada pela Secretaria de Estado da Saúde na quinta-feira (2), após exames laboratoriais e análise epidemiológica. O caso envolvia um menino de 12 anos e havia sido inicialmente tratado como suspeito da doença.
O óbito tinha sido divulgado pela prefeitura no dia 30 de março como a primeira morte por febre amarela no município em 2026. Mas, após investigação detalhada, o governo estadual concluiu que o vírus não foi a causa da morte.
Exames apontaram resultado negativo
Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica, a análise considerou dados clínicos, laboratoriais e o histórico do paciente. Um exame inicial de sorologia (ELISA IgM) indicou resultado reagente para febre amarela.
Entretanto, o teste molecular PCR, considerado mais específico para diagnóstico, apresentou resultado negativo, descartando a infecção pelo vírus.
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A Secretaria explicou que exames sorológicos podem apresentar reação em pessoas previamente vacinadas, devido à resposta imunológica, especialmente em quadros infecciosos inespecíficos.
Causa provável foi choque séptico
Com base nas evidências, a causa mais provável da morte foi choque séptico, possivelmente com origem pulmonar.
O caso havia mobilizado autoridades de saúde de Taubaté, que intensificaram ações preventivas, como busca ativa por pessoas não vacinadas e reforço da imunização em bairros como Residencial Bardan e Ana Rosa.
Vacinação segue recomendada
Mesmo com o descarte da morte por febre amarela em Taubaté, a Secretaria reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença.
De acordo com o governo estadual, não há registro recente de circulação do vírus no Vale do Paraíba. O último caso confirmado na região ocorreu em maio de 2025, em Santo Antônio do Pinhal. Em 2026, uma suspeita em Tremembé também foi investigada e descartada. A orientação é que a população procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a situação vacinal.



