Rebelião na Penitenciária de Potim teve início após duas visitantes serem impedidas de entrar na unidade, segundo a Polícia Civil; uma criança ficou presa na unidade enquanto as negociações ocorriam

Rebelião na Penitenciária de Potim começou após visitas barradas- Foto ilustrativa/ Google
A rebelião na potim/" class="informa-tag-keyword">Penitenciária I de Potim, que terminou com a morte de dois detentos no último fim de semana, começou após duas mulheres terem a entrada na unidade prisional negada durante o dia de visitas. A informação consta em boletim de ocorrência da Polícia Civil, que investiga o caso.
A rebelião se iniciou no último sábado (20) e mobilizou equipes da Polícia Penal, da Polícia Militar e do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE). O motim terminou na manhã do último domingo (21), após horas de negociação. Durante a ocorrência, dois presos morreram e outros quatro ficaram feridos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o episódio teve início quando duas visitantes foram impedidas de entrar na unidade prisional. Durante a revista realizada com scanner corporal, equipamento utilizado como procedimento padrão de segurança, foram identificados indícios de que as mulheres poderiam estar transportando material ilícito.
Após a negativa de acesso, companheiros das visitantes que estavam presos no pavilhão passaram a ameaçar servidores penitenciários. Segundo o documento policial, os detentos afirmaram que iniciariam execuções dentro da unidade caso as mulheres não fossem autorizadas a entrar.
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A investigação aponta que os presos Anderson Luiz Cesário, conhecido como “Batata”, e Gabriel Nogueira Carvalho de Jesus teriam liderado a ação. Eles são apontados como responsáveis por coordenar as exigências feitas à administração da unidade e por influenciar outros detentos durante a crise.
Ainda segundo a Polícia Civil, os envolvidos utilizaram objetos improvisados como armas, incluindo pedaços de vergalhões, metais, plásticos rígidos e fragmentos de espelhos quebrados. Os presos também teriam estabelecido prazos para o atendimento das exigências, ameaçando executar novos detentos a cada período determinado.
O boletim relata que algumas vítimas foram amarradas e submetidas a agressões físicas. Durante o momento mais crítico da rebelião, dois detentos foram assassinados. Os corpos foram mutilados e um deles chegou a ser incendiado.
As vítimas foram identificadas como Gustavo Santos Lima Lourenço, de 24 anos, condenado por tráfico de drogas, e Carlos Matheus Alves da Silva, de 41 anos, que cumpria pena por roubos, estelionato e furto qualificado.
Durante o motim, 14 mulheres e uma criança que participavam do período de visitas permaneceram dentro do pavilhão com a saída impedida. O grupo foi liberado apenas na manhã de domingo (21), após o avanço das negociações conduzidas pela Polícia Penal com apoio do GATE e da Polícia Militar.
O controle da unidade foi retomado por volta das 6h de domingo. Após o encerramento da ocorrência, a potim/" class="informa-tag-keyword">Penitenciária I de Potim passou por uma revista geral e as visitas foram suspensas temporariamente por questões de segurança.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que instaurou procedimento interno para apurar os fatos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.


Bem que poderia ter uma rebelião desta todo dia!
Em um ano teríamos 730 CPFs cancelados! Seria ótimo