Queda do petróleo após reabertura do Estreito de Ormuz derruba Brent e pode impactar preços de combustíveis no Brasil

A queda do valor do petróleo marcou o mercado global nesta sexta-feira (17), após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz durante um cessar-fogo com os Estados Unidos. O movimento provocou forte recuo nos preços internacionais da commodity.
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O barril do petróleo tipo Brent, referência global, caiu cerca de 10%, sendo negociado próximo de US$ 89. A queda é considerada significativa, embora os valores ainda estejam acima do patamar registrado antes do início do conflito, quando o barril girava em torno de US$ 70.
Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito global. Durante semanas, o canal ficou fechado após a escalada do conflito no Oriente Médio, o que elevou os preços e aumentou a preocupação com o abastecimento.
Com o anúncio da reabertura, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, informou que a passagem de embarcações comerciais está liberada durante o período de cessar-fogo, reduzindo o risco imediato de desabastecimento global.
A reação do mercado foi imediata. Bolsas internacionais subiram, enquanto empresas do setor de energia registraram perdas, refletindo a redução do chamado “prêmio de risco geopolítico” embutido no preço do petróleo.
Impacto no Brasil
A queda no valor do petróleo pode trazer reflexos positivos para o Brasil, principalmente no controle da inflação e no custo dos combustíveis.
O diesel, principal combustível do transporte de cargas e da produção agrícola, vinha sendo motivo de preocupação para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em março, o governo federal anunciou um pacote de cerca de R$ 30 bilhões para conter a alta dos preços.
Entre as medidas, estão subsídios para reduzir o valor do diesel nas bombas, com desconto estimado em até R$ 0,64 por litro, além de incentivos maiores para produção nacional. O governo também ampliou o apoio ao setor de combustíveis, elevando a subvenção para até R$ 1,12 por litro.
Outras ações incluem a isenção de impostos federais sobre o querosene de aviação e a oferta de linhas de crédito para o setor, visando conter o impacto nos preços das passagens aéreas.
Mesmo com a queda recente, especialistas apontam que os preços ainda refletem instabilidade geopolítica e que o mercado pode seguir volátil, dependendo dos desdobramentos do cessar-fogo e da normalização do fluxo no Estreito de Ormuz.
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