Polícia Federal recusa proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro em investigação sobre fraudes bilionárias

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Negociação trava após PF apontar inconsistências em relatos do dono do Banco Master – investigado por fraudes bilionárias; Decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do STF

Banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim
Banqueiro Daniel Vorcaro, de 42 anos, segue preso em Brasília; ele passou pela Penitenciária 2 de Potim, na RM Vale / Foto: reprodução redes sociais

A Polícia Federal recusou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em um inquérito que apura supostas fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional. A decisão já foi comunicada ao ministro do STF André Mendonça.


Segundo informações da investigação, os agentes federais consideraram inconsistentes as informações fornecidas pelo empresário durante as negociações. O entendimento da corporação é de que os relatos apresentados não corresponderiam às provas e aos indícios reunidos desde 2024.

O caso está relacionado a uma investigação sobre emissão de títulos financeiros sem cobertura adequada, em apuração conduzida a pedido do Ministério Público Federal.

Decisão foi comunicada ao STF

De acordo com fontes ligadas à investigação, a decisão da Polícia Federal já foi informada ao ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal.

Apesar da negativa, as autoridades não descartam futuras negociações, caso novas informações consideradas relevantes sejam apresentadas pela defesa do banqueiro.

PGR ainda avalia proposta

Enquanto a Polícia Federal recusou o acordo, a Procuradoria-Geral da República ainda analisa a proposta de delação premiada.

A palavra final sobre uma eventual homologação caberá ao ministro André Mendonça, conforme prevê a legislação sobre organizações criminosas.

Banco Master foi liquidado em 2025

Daniel Vorcaro é apontado como dono do conglomerado financeiro Master, instituição que sofreu liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro de 2025.

Ele foi preso preventivamente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado. Após decisão judicial, chegou a ser solto, mas voltou a ser detido em março deste ano, durante nova fase da operação.

Segundo a investigação, Vorcaro estava em uma sala especial da superintendência da PF em Brasília durante as tratativas da delação. Com o enfraquecimento das negociações, ele foi transferido para uma cela comum da unidade policial.

Investigação apura fraudes financeiras

A investigação mira um suposto esquema de fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre os pontos analisados estão movimentações financeiras, emissão de títulos e possível ocultação de patrimônio.

Caso um acordo venha a ser homologado futuramente, o banqueiro poderá obter benefícios legais, como redução de pena, desde que colabore efetivamente com as investigações e apresente informações consideradas úteis pelas autoridades.

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