Policia Civil desmonta esquema milionário de pirâmide financeira no Estado de São Paulo

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Operação Ovelha Negra desmantela pirâmide financeira com prejuízo de R$ 706 mil e movimentação de mais de R$ 7 milhões

Policia Civil desmonta esquema milionário de pirâmide financeira no Estado de São Paulo
Foto: Polícia Civil

Uma pirâmide financeira disfarçada de investimentos em bolsa de valores foi alvo da Operação Ovelha Negra, deflagrada na última terça-feira (25) pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC de São José dos Campos. A operação mira um grupo criminoso acusado de atrair vítimas com a promessa de retorno fixo de 10% ao mês.


Na primeira fase da ação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em São José dos Campos, Campinas, São Paulo e Palmas (TO). A operação contou com apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do Tocantins, garantindo o cumprimento simultâneo das ordens judiciais em diferentes estados.

Esquema enganava com aparência de legalidade

As investigações começaram após denúncia encaminhada pelo Ministério Público, feita por uma vítima que aplicou R$ 80 mil e só recebeu os rendimentos nos primeiros meses. Ao solicitar a devolução do valor foi surpreendida por protelações e não obteve retorno. Outras vítimas relataram perdas entre R$ 20 mil e R$ 250 mil, totalizando até o momento R$ 706.900 em prejuízos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava contratos formais e linguagem técnica para simular legalidade, sem qualquer autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A atuação do esquema criminoso abrangia círculos familiares, empresariais e até religiosos.

Movimento milionário e suspeitas de lavagem de dinheiro

As apurações revelaram uma movimentação financeira suspeita de mais de R$ 7,1 milhões entre 2021 e 2024. Há indícios de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e uso de empresas de fachada para a dispersão dos valores obtidos ilicitamente.

Medidas como o bloqueio de bens, afastamento de sigilo fiscal e telemático foram determinadas pela Justiça, com o objetivo de interromper a atuação do grupo e obter provas adicionais para responsabilização penal dos envolvidos.

 

Veja também: Patrulha Maria da Penha completa 6 anos em São José dos Campos com mais de 1,3 mil atendimentos

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Imagens profissionais em parceria com o site Depositphotos.

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