Vale do Paraíba

Padre Márlon Múcio recebe alta após 11 dias na UTI em hospital de São José

Padre Márlon Múcio recebe alta após 11 dias na UTI; religioso de Taubaté luta contra doença rara e toma 281 comprimidos por dia

Foto: reprodução You Tube

Uma notícia de fé e esperança emocionou a comunidade católica nesta quinta-feira (11): o padre Márlon Múcio recebeu alta após 11 dias na UTI de um hospital em São José dos Campos. O religioso, natural de Taubaté, luta contra a Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), uma doença rara que o obriga a tomar 281 comprimidos por dia para sobreviver.


Internado em 1º de setembro devido a fortes dores — tão intensas que nem a morfina aliviava —, o padre foi diagnosticado com uma dobra na parede direita da traqueia, o que agravou seu quadro clínico. Durante os dias na UTI, passou por exames e recebeu medicações específicas até apresentar melhora e poder retornar para casa.

Nas redes sociais, Márlon compartilhou a alegria do momento em um vídeo repleto de emoção. “Tive alta! Glória a Deus! Gratidão, do fundo do coração, a cada um que rezou por mim”, disse, agradecendo às correntes de oração que se espalharam pelo Brasil em sua intenção.

Continua depois da publicidade

Apesar do alívio, ele reconheceu que ainda enfrenta limitações: “Estou um pouco dolorido, rouco, a cabeça confusa, mas também, foram onze dias na UTI”, comentou, em tom bem-humorado. O padre ainda revelou planos simples, mas cheios de significado: quando estiver melhor, deseja passear no circo com a mãe.

A luta de Márlon Múcio contra a doença rara já é conhecida nacionalmente. Ele é fundador de um hospital voltado para pacientes com enfermidades raras, autor de 45 livros e protagonista do filme Milagre Vivo, que retrata sua trajetória de fé e superação. Além disso, reúne quase 1 milhão de seguidores nas redes sociais, onde diariamente inspira com mensagens de esperança.

Segundo o Ministério da Saúde, uma condição é classificada como rara quando afeta menos de 1 a cada 2 mil pessoas. Estima-se que cerca de 13 milhões de brasileiros vivam com doenças desse tipo. No caso do padre, os sintomas começaram cedo: aos 7 anos, perdeu a audição, e aos 14 passou a ter dificuldade para mastigar. Em 2010, sua saúde se agravou e ele passou a depender de respirador 24 horas por dia.

Mesmo diante de tantos desafios, a alta hospitalar foi recebida como um verdadeiro milagre pela comunidade católica. Missas, terços e rosários foram rezados em todo o país pela sua recuperação, reforçando o vínculo de fé e devoção que Márlon Múcio inspira.

Veja também

CPI da Câmara de Jacareí notifica SJC sobre investigação de invasão no Urbanova 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail e telefone não serão publicados. Todos campos são obrigatórios*