Ex-prefeito de Taubaté Roberto Peixoto foi preso para cumprir pena de 10 anos e 6 meses, em regime fechado, por lavagem de dinheiro

Roberto Peixoto é preso em Taubaté/ Foto: Arquivo pessoal
O ex-prefeito de Taubaté, Roberto Peixoto, foi preso na tarde desta quarta-feira (15) para cumprir a pena de 10 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro. O mandado de prisão foi expedido pelo Departamento Estadual de Execuções Criminais (Deecrim) da 9ª Região Administrativa Judiciária, em São José dos Campos. A prisão ocorreu na residência de Peixoto, localizada no bairro Chafariz, em Taubaté.
Roberto Peixoto administrou o município de Taubaté por dois mandatos consecutivos, entre 2005 e 2008 e de 2009 a 2012.
Na decisão, o juiz destacou que o ex-prefeito cumpria prisão domiciliar em razão de um habeas corpus concedido anteriormente. A medida tinha caráter provisório, até a realização de uma perícia médica destinada a avaliar se o estado de saúde dele era incompatível com o cumprimento da pena em regime fechado.
Após a análise do caso, foi determinada a execução da pena em unidade prisional.
Leia também
Relembre o caso
O ex-prefeito de Taubaté, Roberto Peixoto, e sua esposa, Luciana Flores Peixoto, foram condenados pela Justiça Federal pelo crime de lavagem de dinheiro. De acordo com o processo, o casal ocultou patrimônio por meio da compra de imóveis realizada entre os anos de 2005 e 2007.
Na sentença, Roberto Peixoto recebeu pena de 10 anos e 6 meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. Já Luciana Flores Peixoto foi condenada a 6 anos, 8 meses e 30 dias de reclusão, com início do cumprimento da pena em regime semiaberto.
Após o trânsito em julgado da condenação, em agosto de 2024, o ex-prefeito chegou a ser preso, mas depois de passar por audiência de custódia, a Justiça permitiu que ele permanecesse em liberdade enquanto era analisado o pedido da defesa para que a pena fosse cumprida em regime domiciliar.
A autorização foi concedida em razão das condições de saúde de Roberto. Conforme alegado pela defesa, ele havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) e apresentava limitações de ordem cognitiva e física.
Manifestação da defesa
Em nota ao G1, a defesa de Roberto Peixoto confirmou a prisão e informou que respeita a decisão da Vara das Execuções Criminais, mas discorda dela. Segundo os advogados, Peixoto enfrenta sérios problemas de saúde e não teria condições cognitivas adequadas.
A defesa afirmou ainda que vai adotar as medidas judiciais cabíveis, com base no princípio da dignidade da pessoa humana.



