Vestígios de sangue foram encontrados no carro da patroa da cozinheira desaparecida em Ubatuba; polícia aguarda conclusão dos laudos

Foto: Arquivo Pessoal
A investigação sobre o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira (17). Peritos identificaram vestígios de sangue na caminhonete de Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, patroa da vítima e presa temporariamente desde o último dia 10.
Segundo apuração da TV Vanguarda, cães farejadores da Polícia Militar indicaram a presença de sangue no veículo. Com base nessa informação, a perícia utilizou luminol (composto químico que emite uma luz azul fluorescente ao entrar em contato com sangue) na caminhonete e confirmou a existência de vestígios, sendo que a maior concentração foi encontrada no banco do passageiro.
Os dois laudos periciais ainda não foram concluídos. A expectativa é de que os resultados finais sejam divulgados nos próximos dias.
A Polícia Civil segue realizando buscas por Berenice na região de Ubatumirim, em Ubatuba, além das cidades de Angra dos Reis e Paraty, no estado do Rio de Janeiro. As ações contam com apoio de policiais civis dos dois estados e da Polícia Militar Ambiental.
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Áudio mostra cobrança do filho da cozinheira
Também nesta semana, veio a público um áudio gravado pelo filho de Berenice, José Carlos de Faria, em conversa com Eliane Alves dos Santos. A gravação não integra o inquérito policial, mas mostra o familiar cobrando explicações sobre os últimos momentos antes do desaparecimento da mãe.
Durante a conversa, o filho demonstra preocupação por não conseguir contato com Berenice desde o dia do desaparecimento e afirma considerar a situação incomum.
Em resposta, Eliane afirma que desconhecia a existência do filho da cozinheira. Ela diz ainda que havia feito um acordo trabalhista, pago R$ 2,6 mil pela rescisão do contrato e deixado Berenice em um ponto de ônibus após o encerramento do vínculo de trabalho.
Segundo a empresária, a cozinheira teria informado que seguiria para um novo emprego na Praia das Toninhas, embora ela alegue não saber exatamente o local.
Contradições são investigadas
O áudio foi gravado antes dos desdobramentos que levaram à prisão temporária da suspeita.
De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança e registros de radares apontam contradições nas versões apresentadas por Eliane. Inicialmente, ela afirmou ter deixado Berenice no bairro Toninhas. Depois, mudou o depoimento e declarou que a cozinheira desembarcou no trevo de Ubatumirim, de onde seguiria sozinha.
A investigada também informou que retornou para casa após dar a carona, mas segundo os investigadores, imagens mostram que a caminhonete seguiu pela estrada do Pasto Grande em direção a Paraty (RJ), contrariando o relato.
Durante o cumprimento dos mandados de busca, a polícia apreendeu três armas de fogo registradas, dois celulares e encontrou a caminhonete com marcas de reparos compatíveis, segundo a investigação, com danos provocados por disparos de arma de fogo.
Berenice Ramos de Aguiar desapareceu no dia 30 de junho, após deixar o restaurante onde trabalhava. O caso é investigado como possível homicídio, embora o corpo da cozinheira ainda não tenha sido localizado.
A defesa de Eliane Alves dos Santos informou que só irá se manifestar após ter acesso ao processo.



