Currículos devem ser encaminhados ao PAT; opções para diversas funções

Apesar da pressão contrária, está em andamento as obras para a construção da Ponte Estaiada na rotatória do Colinas. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (25) pelo prefeito Felicio Ramuth. O início dos trabalhos gera 250 vagas de emprego em São José dos Campos. Currículos devem ser levados ao PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), que fica na praça Afonso Pena, n.º 175, no centro. Estão disponíveis oportunidades profissionais para as seguintes funções: ajudante, pedreiro, carpinteiro, montador de andaime, soldador, sinaleiro, motorista de veículo leve, motorista de veículo pesado, eletricista, auxiliar de topografia, operador de motorista munck, operador de retroescavadeira, copeira e auxiliar de serviços gerais.
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Ponte Estaiada – O empreendimento será financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Com valor de R$ 48,5 milhões, a obra tem previsão de entrega de 14 meses, após o início da construção. Diariamente, 180 mil veículos passam pelo local com destino a todas as regiões da cidade. Além de melhorar o trânsito, a obra será um importante corredor de transporte público. Em torno de 60 mil pessoas usam as 18 linhas que circulam pelo local.
Oposição segue com fortes críticas – Na opinião do vereador petista, Wagner Balieiro, não houve estudo que justifique a necessidade de uma obra tão cara. “Não teve debate, nem audiência pública de orçamento. Os bairros não foram ouvidos. A população não demandava esta obra. Tudo está sendo feito após a definição da empresa como o licenciamento ambiental. Aliás, na região da rotatória passa uma grande tubulação de rede de esgoto que leva para a estação de bombeamento do Vidoca”, afirmou em entrevista exclusiva concedida na redação da Aquarius Life. Para Balieiro a verba poderia ser utilizada em outros projetos. “Com o dinheiro da ponte estaiada poderia ser feita a continuação da Via Oeste até Jacareí, a compra da área do Parque Betânia ou até mesmo a expansão da malha cicloviária para toda a cidade”, enfatizou.
Empresa envolvida em escândalos – A Queiroz Galvão, que vai construir a ponte, é uma das principais investigadas na Operação Lavajato. A empresa chegou a ser proibida recentemente pela Justiça de firmar contratos com o Governo Federal em razão de fraudes milionárias em licitações de obras da Petrobrás e encontra-se com problemas junto ao Tribunal de Contas da União. Também há acusações sobre formação de cartéis no Rio de Janeiro. A reportagem entrou em contato com a Queiroz Galvão, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Prefeitura – Questionada sobre as questões éticas que envolvem a contratação da Queiroz Galvão, a prefeitura rebateu que não há nenhuma obstrução legal que impeça o vínculo contratual com a Queiroz Galvão e que a construtora tem mais de R$ 3 bilhões em obras na região. Ainda segundo o posicionamento, a ponte será uma solução inovadora para a mobilidade urbana da cidade.







