Suspeito de matar companheira em Guaratinguetá foi localizado no interior do Ceará, onde tentou se identificar com documento falso antes de ser preso

Suspeito de matar companheira em Guaratinguetá é preso no Ceará/ Foto ilustrativa- Google
O suspeito de matar a companheira em Guaratinguetá foi preso na última quinta-feira (25), em Iracema, no interior do Ceará. Segundo a Polícia Militar cearense, ele estava foragido desde a morte de Viviane M.S.V., de 24 anos, encontrada sem vida na residência onde morava com o companheiro e os dois filhos.
O homem, de 27 anos, que não teve a identidade divulgada, estava hospedado em uma pousada no bairro Beira Rio, em Iracema, quando foi localizado pelos policiais. Durante a abordagem, ele apresentou um documento de identidade com os dados de um familiar. Após consulta aos sistemas de segurança pública, os policiais constataram que o documento era falso e confirmaram que havia contra ele um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça de São Paulo por suspeita de feminicídio.
O homem foi encaminhado à Delegacia Municipal de Polícia Civil de Iracema, onde teve o mandado de prisão cumprido.
Crime é investigado pela Polícia Civil
Viviane M.S.V., de 24 anos, foi encontrada morta na última terça-feira (23), dentro da casa onde vivia com o suspeito e os dois filhos, em Guaratinguetá.
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De acordo com o boletim de ocorrência, familiares estranharam o desaparecimento da jovem, que não compareceu ao trabalho, deixou de atender ligações e não buscou os filhos na escola. Ao irem até a residência, encontraram a vítima caída em um dos cômodos, parcialmente coberta por um tapete. O Samu foi acionado, mas a mulher já estava sem vida.
A causa oficial da morte ainda será definida pelo Instituto Médico Legal (IML). Segundo a Polícia Civil, o corpo apresentava marcas e sinais de agressão, indicando violência física.
As investigações apontam que o casal mantinha um relacionamento havia cerca de oito anos, marcado por episódios de ciúmes, discussões e comportamento possessivo por parte do suspeito.
O boletim de ocorrência também registra o relato de uma das crianças do casal. Conforme o documento, ela afirmou ter acordado durante a madrugada e visto o pai segurando a mãe pelo pescoço e a empurrando.
Ainda segundo a investigação, após o crime o homem teria ligado para familiares dizendo que havia “feito uma besteira” e que sua vida e sua família estavam “arruinadas”, declarações que reforçaram as suspeitas sobre seu envolvimento.
A Polícia Civil de São Paulo informou que requisitou exames periciais e continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime e confirmar a causa da morte.

