Trabalhadores da Sonaca entram em greve em São José por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, diz sindicato

Foto: Roosevelt Cassio
Os trabalhadores da Sonaca, fornecedora da Embraer localizada na zona sul de São José dos Campos, iniciaram uma greve por tempo indeterminado na última quinta-feira (23). A paralisação, aprovada em assembleia pela manhã, tem como objetivo pressionar a direção da empresa a negociar aumento real e novos direitos diretamente com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
A principal reivindicação dos funcionários é um reajuste salarial de 8,5%, além de abono de R$ 3 mil e a assinatura de um acordo coletivo de trabalho que garanta benefícios superiores aos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
O aviso de greve foi encaminhado à Sonaca no dia 24 de setembro, após os trabalhadores rejeitarem a proposta da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que previa apenas 6,1% de reajuste e a retirada de direitos da última convenção coletiva. Desde então, o sindicato insiste para que a empresa negocie diretamente com os representantes dos trabalhadores, sem intermediação da federação patronal.
De acordo com o diretor sindical André Luis Gonçalves, conhecido como Alemão, o movimento reflete o descontentamento da categoria diante das condições atuais. “A Sonaca está em um bom momento econômico. Houve contratações e os metalúrgicos fazem horas extras constantemente. Apesar disso, a empresa paga uma das médias salariais mais baixas da região”, afirmou.
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Sonaca
A Sonaca, que emprega cerca de 800 trabalhadores, atua na fabricação de peças aeronáuticas para companhias como Boeing, Embraer e Honda Jet.
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Consequências da reforma da CLT com a precarização dos salários retirada de direitos resumindo uma vergonha o que fizeram com a classe trabalhadora no Brasil após o golpe dado em 2016. Metalúrgicos hoje no Vale do Paraíba tem salário muito abaixo do que é necessário para uma vida digna.