Disfunção sexual pode estimular depressão

Vida sexual satisfatória é tão necessária para qualidade de vida quanto uma boa alimentação, trabalho e sono. “Sexo é vital para a saúde. Pessoas insatisfeitas podem desencadear graves problemas emocionais e afetivos”, explica psiquiatra

A disfunção sexual pode ser originada pela consequência de diversos fatores como problemas psíquicos (depressão e ansiedade), doenças orgânicas (diabetes e hipertensão) ou funcionais, abuso de drogas e álcool, complicações hormonais, alterações nutricionais e efeitos colaterais de medicamentos. “A disfunção sexual é caracterizada por alterações no desejo e excitação, dificuldade em atingir o orgasmo e até mesmo na sensação de dor durante o ato sexual”, afirma o psiquiatra Carlos H. Ferreira Banys.
Conforme explicação do especialista, sexo é vital para a saúde e uma vida sexual adequada é tão necessária quanto se alimentar, trabalhar ou dormir. “A pessoa que preserva uma atividade satisfatória faz com que todos os outros aspectos da vida como rotina profissional, relacionamento familiar e social andem de ‘vento em popa’. Já em uma situação contrária, a insatisfação sexual pode originar uma série de outras queixas de saúde como depressão e transtornos de ansiedade”, conta.
No homem deprimido a falta de excitação é mais conhecida como disfunção erétil ou impotência. “Vale lembrar que disfunção erétil é a incapacidade de manter a ereção para se completar o ato sexual, fato que também irá gerar frustrações e o agravamento do estado depressivo”, esclarece o médico. Entre os homens, a alteração de orgasmo mais comum é a ejaculação precoce, que em muitos casos, por acontecer numa fase tão inicial do ato sexual pode ocorrer sem ser acompanhada do orgasmo.

Nas mulheres a excitação sexual feminina alterada, também conhecida como frigidez, acomete um grande número de mulheres deprimidas, tendo como consequência a falta de prazer, o que faz com que as portadoras evitem o ato sexual ou desenvolvam um sentimento de culpa, agravando ainda mais seu estado depressivo. “Outro transtorno sexual frequente, principalmente entre as mulheres deprimidas, consiste na incapacidade de alcançar a plenitude do prazer, o que as impede de atingir o orgasmo”, destaca o psiquiatra.
Não é de conhecimento popular, mas a medicina define a sexualidade normal em quatro fases, que funcionam como uma orquestra composta por estrógenos, testosterona, serotonina, noradrenalina e dopamina, entre outras substâncias. A primeira fase é a do desejo, na qual estímulos visuais, táteis ou imaginativos iniciam uma complexa cadeia de reações químicas no organismo. A etapa da excitação é caracterizada por ereção em homens e lubrificação vaginal em mulheres; em ambos, elevam-se a pressão arterial e a frequência cardíaca.
“A terceira fase, a do orgasmo, é quando acontece a liberação de neurotransmissores em larga quantidade e a contração muscular, seguida de relaxamento, que é a fase da resolução”, enfatiza o entrevistado.

O que fazer? – Existem medicamentos que proporcionam excelente eficácia terapêutica, ajudando a sair da depressão sem trazer como consequência efeitos colaterais. Mas para isso, é imprescindível a “ajuda” do paciente, que deve expor sem constrangimento sua situação ao médico.
“Uma abordagem franca e aberta pode ser a chave para o sucesso do tratamento”, define Dr. Carlos H. Ferreira Banys. O paciente precisa levar todas as suas dúvidas, questões, indagações, usar e abusar do conhecimento do profissional de saúde, que pode lhe oferecer muito mais qualidade de vida.

LIFE | saude - Publicado 07:14 | - Redação

Compartilhe:

A LIFE INFORMA é um portal de notícias regionalizadas de São José dos Campos -SP.
Quer receber notícias pelo Telegram clique: Clique aqui Telegram
Acompanhe em nosso grupo de Whatsapp:  Clique aqui WhatsApp
Denúncias, reclamações e informações: Nossa redação 12 98187-2658
Siga nossas redes sociais: @lifeinforma
Nosso Canal no YouTube:
Entre aqui

Apple APP
Android APP

LIFE | ANÚNCIO DE PARCEIRO

Comentários:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *