Cotidiano

Câmara de São José rejeita orçamento impositivo em 2º turno

Câmara de São José dos Campos rejeita em sessão na quinta (12) criação de orçamento impositivo em 2º turno por falta de votos suficientes

A Câmara Municipal de São José dos Campos decidiu, na noite de quinta-feira (12), rejeitar a proposta de criação do orçamento impositivo, uma medida que buscava assegurar maior autonomia aos vereadores na execução das emendas parlamentares. A proposta, formalizada através de uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica (Pelom), não atingiu os votos necessários para aprovação em segundo turno.


Para que o orçamento impositivo fosse instituído no município, eram necessários ao menos 14 votos favoráveis, o equivalente a dois terços dos membros da Câmara. No entanto, a Pelom obteve apenas 12 votos favoráveis. Dois vereadores que haviam apoiado a medida no primeiro turno, Júnior da Farmácia (MDB) e Milton Vieira Filho (Republicanos), se abstiveram, o que resultou no arquivamento da proposta.

No primeiro turno, a proposta havia recebido o apoio de 14 vereadores, incluindo Amélia Naomi (PT), Dr. José Claudio (PSDB), Dulce Rita (União), e Thomaz Henrique (PL), enquanto sete vereadores, como Fabião Zagueiro (PSD) e Marcão da Academia (PSD), votaram contra. A mudança de posicionamento de Júnior da Farmácia e Milton Vieira Filho foi decisiva para a rejeição da proposta.

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A oposição, liderada por sete vereadores, havia proposto o orçamento impositivo como uma forma de garantir a execução das emendas parlamentares, independentemente do apoio ou veto do prefeito Anderson Farias (PSD). Inspirada na legislação federal de 2015, a medida visava assegurar que 2% da receita corrente líquida do município fosse destinada à execução obrigatória de emendas parlamentares, o que, em 2025, poderia corresponder a cerca de R$ 78,9 milhões.

O prefeito Anderson Farias manifestou-se contrário à Pelom, destacando que a medida limitaria a flexibilidade da administração municipal em alocar recursos, além de reduzir seu poder de negociação com os vereadores. A rejeição da proposta reforça o controle do governo sobre o orçamento e limita a autonomia da Câmara.

Com o arquivamento da proposta o orçamento impositivo não será implementado em São José dos Campos, mantendo a atual estrutura de distribuição de emendas.

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