Litoral Norte

Ave marinha é resgatada após ficar presa em pote plástico em Ubatuba

Ave marinha atobá-marrom foi resgatada pelo Instituto Argonauta após ficar presa em um pote plástico na Praia do Engenho, em Ubatuba

Atobá-marrom resgatado em Ubatuba após ficar preso em pote

Atobá-marrom é resgatado em Ubatuba após ficar preso em pote

Uma ave marinha da espécie Atobá-marrom foi resgatada em Ubatuba pela equipe do Instituto Argonauta na manhã desta quarta-feira (8), após ser encontrada presa a um pote plástico de sorvete na Praia do Engenho. O animal foi encaminhado para atendimento veterinário e permanece em observação. A ave foi encontrada por moradores, que acionaram o Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha.


A instituição enviou uma equipe ao local e constatou que o recipiente plástico impedia a movimentação do animal, colocando sua sobrevivência em risco.

Após o resgate, o atobá foi encaminhado ao Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD), em Ubatuba, onde recebeu os primeiros atendimentos veterinários.

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Atobá-marrom resgatado em Ubatuba após ficar preso em pote

Atobá-marrom é resgatado em Ubatuba após ficar preso em pote

Durante a avaliação inicial, os especialistas identificaram que se trata de um macho adulto, com escore corporal magro, mas ativo e com temperatura corporal dentro da normalidade.

Após a retirada do recipiente plástico, foi observado apenas um discreto inchaço na região onde o pote estava preso, sem sinais aparentes de lesões graves.

Além do exame clínico, a equipe realizou coleta de sangue e outros exames de entrada. O animal permanecerá em observação até que os resultados sejam concluídos e seja definida a conduta para sua reabilitação.

Descarte irregular coloca fauna marinha em risco

O caso reforça os impactos do descarte inadequado de resíduos sólidos no ambiente costeiro.

Segundo o Instituto Argonauta, materiais como embalagens plásticas, linhas de pesca e outros resíduos podem prender animais silvestres, causar ferimentos, dificultar a alimentação e a locomoção e, em muitos casos, provocar a morte.

A médica-veterinária responsável pelo Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Argonauta, Raquel Beneton Ferioli, explicou que o quadro clínico do animal é considerado estável, mas exige acompanhamento.

Gabriela Cobianchi

Redação

Estudante de Jornalismo e integra a equipe da Life Informa. Com destaque na cobertura esportiva, também atua em outras editorias, acompanhando os principais acontecimentos do Vale do Paraíba e região.

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