Audiência de instrução do tenente-coronel acusado pela morte da esposa começou nesta segunda-feira (29) e deve seguir até sexta-feira (3)

Polícia Civil pede prisão de tenente-coronel por morte da esposa também PM em SP
A Justiça de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (29) a audiência de instrução do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob acusação de feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
Gisele Alves Santana tinha 32 anos quando foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central da capital paulista. O tenente-coronel sustenta que a esposa cometeu suicídio.
A audiência é realizada na 5ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital, e tem previsão de durar cinco dias. Ao todo, 40 testemunhas deverão ser ouvidas durante a fase de instrução do processo.
Nesta segunda-feira (29), duas testemunhas prestaram depoimento. A sessão foi realizada de forma virtual em razão do jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo. As demais audiências estão previstas para ocorrer presencialmente.
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Durante a fase de instrução, são reunidas as provas e ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa, além do interrogatório do réu. O depoimento de Geraldo Leite Rosa Neto está previsto para sexta-feira (3).
Ao término dessa etapa, o juiz responsável pelo caso decidirá se o tenente-coronel será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Em abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que o processo deve tramitar na Justiça comum. A Corte entendeu que os crimes investigados não possuem natureza militar. O oficial permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.

Momento da prisão do Tenente-Coronel em SJC/ Foto: Life Informa
Prisão em São José dos Campos
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em seu apartamento, na região central de São José dos Campos, no dia 18 de março.
A prisão do oficial mobilizou equipes policiais e a imprensa, que fez plantão por dois dias na porta do prédio, aguardando o cumprimento do mandado.
Confira a cobertura completa do caso no Instagram @lifeinforma.

