Levantamento do Procon-SP revela diferenças expressivas entre farmácias da cidade e reforça a importância de pesquisar antes de comprar medicamentos

Atenção, consumidor joseense: preço do mesmo remédio genérico pode variar até 241% em São José dos Campos / Foto ilustrativo criada com auxílio de IA
Quem precisa comprar medicamentos em São José dos Campos deve redobrar a atenção antes de passar no caixa. Uma pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP revelou que um mesmo medicamento genérico pode custar até 241,46% mais caro, dependendo da farmácia escolhida no município.
O maior exemplo da pesquisa foi a Hidroclorotiazida 25 mg (30 comprimidos), medicamento amplamente utilizado no tratamento da hipertensão arterial. O produto foi encontrado por R$ 1,84 em uma drogaria e por R$ 5,60 em outra, uma diferença de 241,46% para exatamente o mesmo medicamento.
Os medicamentos de referência também apresentaram diferenças significativas de preço. O destaque foi a pomada Nebacetin (Sulfato de Neomicina + Bacitracina Zíncica), encontrada entre R$ 15,39 e R$ 31,99, uma variação de 107,78%.
Pesquisa analisou oito drogarias de São José
O levantamento foi realizado pelo Núcleo Regional de São José dos Campos da Fundação Procon-SP no dia 19 de maio de 2026. Ao todo, foram pesquisados 73 medicamentos, sendo 36 de referência e 37 genéricos, em oito drogarias da cidade.
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Os dados reforçam que uma simples pesquisa de preços pode representar uma economia significativa, especialmente para consumidores que fazem uso contínuo de medicamentos ou precisam adquirir mais de um produto.
Levantamento também foi realizado em outras cidades paulistas
Além de São José dos Campos, o Procon-SP realizou a pesquisa em outros municípios do Estado, incluindo São Paulo, Campinas, Santos, Sorocaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru, Araçatuba, Presidente Prudente e São Vicente.
No total, foram visitados 74 estabelecimentos físicos, além da consulta a 10 sites de farmácias, permitindo um panorama amplo sobre as diferenças de preços praticadas no mercado paulista.
Pesquisa pode gerar economia para o consumidor
Segundo o Procon-SP, os preços dos medicamentos variam em razão de diversos fatores, como políticas comerciais das redes de farmácias, promoções, canais de venda (lojas físicas e internet) e até diferenças entre unidades de uma mesma rede.
Por isso, a orientação é que o consumidor sempre compare os preços antes da compra e consulte o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), divulgado pela Anvisa e disponível nas farmácias.
Outra alternativa para reduzir os gastos é verificar, junto ao médico, a possibilidade de utilização de medicamentos genéricos, que costumam apresentar preços significativamente menores em relação aos medicamentos de referência, mantendo a mesma eficácia, segurança e qualidade exigidas pelos órgãos reguladores.



