Aquarius Life

Aquarius Life: Do ‘Carro da Pamonha’ à buzina do trenzinho, tolerância social em baixa no bairro!

Nunca houve tanta reclamação, como agora, em 12 anos da revista Aquarius Life; psicóloga explica e pandemia é a justificativa

Foto Life

Por: Marco Osio Pugliesi
Cá entre nós, o que leva uma pessoa a reclamar da sonoridade da buzina de um trenzinho que tem como objetivo propiciar entretenimento e lazer às crianças? Ou a criticar o som produzido pelo alto-falante de um veículo que, de forma digna, oferece pamonha em tempos de pandemia e crise econômica?
A resposta não cabe a nós julgar, mas vale lembrar que todo trabalho de onde se provém o sustento é essencial. Ou não? Independente da opinião, uma coisa é fato: nunca houve tanta reclamação como agora em 12 anos da revista Aquarius Life. Isto mesmo. Existente desde 2009, a Aquarius Life jamais recebeu tantas queixas e desabafos sobre os mais diversos produtores de ruídos.
Seja o carro da pamonha ou a buzina do trenzinho, passando pela quadra onde se joga basquete, a tolerância anda realmente baixa pelo bairro. Nunca foi tão difícil viver em coletividade. Sobre o trenzinho, o proprietário informou que todos os procedimentos estão legalizados e devidamente autorizados pela prefeitura, inclusive por parte da vigilância sanitária. Os passeios ocorrem das 11h às 17h com paradas na praça Ulisses Guimarães e os decibéis, segundo o responsável, já foram medidos e estão bem abaixo do limite permitido.
Paralelo aos barulhos produzidos durante o horário comercial, existem as reformas nos estabelecimentos comerciais. Estas sim são capazes de atormentar. Veja exemplo na matéria abaixo.


Ninguém dorme. Farmácia em obras!
Moradores do entorno de uma farmácia situada na avenida Salmão tiveram problemas para dormir recentemente. O motivo foi uma obra executada em plena madrugada. “Foi um Deus nos acuda. Cheguei tarde e já fui dormir. Mas, eu não consegui dormir. É revoltante”, afirma o morador de um dos prédios afetados pelo barulho da obra.
Em nota, a Farma Conde informou que lamenta o ocorrido e que os reparos emergenciais realizados na sede da empresa foram feitos em caráter de urgência, decorrentes das fortes chuvas.

Basquete
Leitores reclamam do barulho produzido pela tabela de basquete na quadra da rua Heitor Vieira, além das palavras de baixo calão soltadas pelos frequentadores. “Eles jogam até altas horas, onze horas, às vezes passa da meia noite. O barulho da bola na tabela incomoda, mas o pior são os xingamentos e os palavrões. Em área pública, isto deveria ser proibido após às 22h. Quer falar bobeira e fazer barulho, que faça dentro de casa e não importune os outros que querem descansar. A reclamação não é à toa. Não é mi mi mi”, desabafa a leitora, Maria Carolaine Nassao.
Reclamações sobre barulhos na quadra da rua Heitor Vieira não são raros e ocorrem há muitos anos, conforme arquivo disponível em informa.life.
Questionada sobre o assunto, a secretaria de Esportes e Lazer disse que as quadras esportivas estão fechadas devido à pandemia da covid-19. Perguntada se teria, ao menos, como arrumar a tabela para que não fizesse mais barulho, a pasta respondeu que iria verificar. Esta matéria será atualizada em informa.life.

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Prefeitura
A prefeitura informou que atividades com alto-falantes e buzinas não são permitidas porque descumprem a Lei Municipal 8.940, de 2013, que trata da perturbação do sossego público. Conforme nota, o Art. 1° determina que fica proibida a execução de ruídos, vibrações, sons excessivos ou incômodos de qualquer natureza, produzidos por qualquer forma, inclusive os gerados e propagados por veículo, ou que contrariem os níveis máximos de intensidade que caracterize perturbação ao sossego e o bem-estar público.

Loja que aluga carros também recebe reclamações
Leitores entraram em contato para informar que uma loja que aluga veículos vem incomodando os vizinhos. “Eles começam às 6h, inclusive aos sábados. É barulho de lavagem de carro, secagem, um grande descaso com quem mora ao lado, que não consegue descansar em paz”, conta uma moradora.
Segundo a Localiza, o estabelecimento está adotando medidas para minimizar o barulho, sendo que algumas atitudes já foram tomadas e outras serão adotadas em breve. Conforme a loja será construído um muro e criado ambiente exclusivo para o aspirador de pó. Ainda de acordo com o posicionamento, os trabalhos começam após às 8h.

Privação estimula sensibilidade

Por: Carolina Esteves Garcia
Psicóloga – CRP 122669

Há exatamente um ano passamos a ter que lidar com diversas restrições relacionadas ao contato social – além de perdas irreparáveis de pessoas queridas e empregos. Quando estamos em uma condição de privação, tendemos a ficar mais sensíveis aos estímulos no geral. Em privação, aumenta nosso impulso a comprar itens mais gordurosos ou desnecessários.
A mesma coisa acontece em relação à nossa tolerância. Quando temos acesso à atividades e condições que nos relaxam, conseguimos reagir de forma mais amena aos estímulos estressores. O isolamento social nos impôs a necessidade de transformar o espaço do lar em um ambiente em que tudo acontece: descanso, trabalho, estudos, atividade física e lazer. Como consequência disso, temos convivido muito mais com os ruídos uns dos outros.
Quem está errado? Não vejo que avaliar a situação dessa forma nos ajude a melhorar a convivência. É necessário que cada um de nós compreenda que teremos que tolerar mais nossos ruídos, porém, também precisamos nos responsabilizar pela paz uns dos outros. Enquanto permanecermos em isolamento, podemos postergar obras não urgentes, escutar música com fones de ouvido, forrar o piso com tapetes antirruído, para dar alguns exemplos.
Unidos, passaremos por esse desafio com mais serenidade!

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