Craque da inesquecível Segunda Academia do Palmeiras, Leivinha deixa um legado eterno no futebol brasileiro após uma trajetória marcada por gols, títulos e atuações que encantaram gerações

Adeus a Leivinha: futebol perde um gênio da Segunda Academia do Palmeiras
O futebol brasileiro amanheceu mais triste nesta quinta-feira (4). Morreu João Leiva Campos Filho, o eterno Leivinha, um dos maiores craques da história do Palmeiras e um grandes nomes talentosos que já vestiram a camisa da Seleção Brasileira, tendo inclusive disputado a Copa de 1974, na Alemanha.
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Mais do que números, gols e títulos, Leivinha deixa uma herança construída com talento raro, inteligência acima da média e uma elegância que transformava o futebol em arte. Para milhares de torcedores, especialmente os palmeirenses, sua partida representa a despedida de um dos últimos grandes símbolos de uma era mágica do esporte nacional.

Craques da bola no maior clássico do mundo; Rivelino e Leivinha duelam no Morumbi
Integrante da lendária Segunda Academia do Palmeiras, ao lado de craques como Dudu, Ademir da Guia, César Maluco e Luís Pereira, Leivinha ajudou a escrever algumas das páginas mais gloriosas da história alviverde. Com sua técnica refinada, visão de jogo privilegiada e impressionante capacidade de finalização, conquistou o coração da torcida e tornou-se um dos maiores ídolos do clube.
Foram 267 partidas com a camisa do Palmeiras e 108 gols marcados, números que o colocam entre os maiores artilheiros da história do Verdão. Sua contribuição foi muito além das estatísticas. Leivinha era daqueles jogadores que faziam o torcedor ir ao estádio para vê-lo jogar.

Só craques: Segunda Academia do Palmeiras fez história no futebol brasileiro
Sua trajetória também ficou marcada na história da Seleção Brasileira. Em 1973, foi dele o milésimo gol da equipe nacional desde a fundação da seleção, um feito que eternizou seu nome entre os grandes personagens do futebol brasileiro.
Os que tiveram o privilégio de vê-lo em campo recordam não apenas os gols, mas a maneira como jogava. Leivinha parecia enxergar o jogo alguns segundos antes dos demais. Cabeceava com precisão cirúrgica, driblava com leveza e distribuía passes que desmontavam defesas inteiras.
Nos últimos anos, travou uma longa batalha contra uma doença que afetava sua memória. Uma cruel ironia para um jogador que deixou tantas lembranças inesquecíveis nos corações dos torcedores.
Hoje, o futebol se despede de um craque. O Palmeiras se despede de um ídolo. E o Brasil se despede de um artista da bola. Mas, há jogadores que não morrem. Eles permanecem vivos nos vídeos antigos, nas histórias contadas entre gerações, nas arquibancadas, nos estádios e, principalmente, na memória afetiva de quem ama o futebol.
Leivinha agora vai cobrar no céu o árbitro Armando Marques: o gol de 1971 no Morumbi contra o São Paulo foi de cabeça, e não de mão! O “roubo” escandaloso teria sido “ordenado” pelo então governador são-paulino Laudo Natel, que acompanhava a decisão do Paulistão do banco de reservas. Histórias de grandes personagens do futebol brasileiro. E Leivinha foi um deles. Eterno. Obrigado por tudo, Leivinha.





