A fraude nossa de cada dia

Semana passada nossa coluna sobre as fraudes pelo vazamento dos dados teve boa repercussão, com vários comentários. Por este motivo, voltamos o tema, desta vez abordando outro tipo de fraude: a invasão de dispositivos eletrônicos.

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Por: Alexandre Thomaz
Hoje falaremos sobre outra modalidade comum de problemas havidos com dispositivos eletrônicos: a fraude mediante utilização do aparelho. Melhor dizendo, as chamadas “invasões” ou “clonagem” de aplicativos de mensagens instantâneas, como por exemplo Whatsapp®. Se você leitor ainda não foi vítima, com certeza conhece alguém que já foi. Neste texto vai saber como não cair nesses golpes, como eles acontecem e mais: se cair, como sair com o mínimo de danos possível.

Invadir ou “pedir licença”? Os dispositivos eletrônicos e aplicativos de hoje em dia, em verdade, tem um nível de segurança alto o bastante para que sejam evitados todo e qualquer tipo de invasão. Contudo, não existe segurança bastante que possa impedir que o próprio usuário dê licença e “abra as portas” para que o falsário possa entrar em seu dispositivo eletrônico. Assim sendo, é muito importante ficar atento e prevenir fraudes. Depois que o estrago é feito, para resolve-lo é muito mais complicado.

Modalidades mais comuns: Logicamente, não pretendemos aqui cobrir todas as modalidades de fraudes existentes, até mesmo porque hoje e neste exato momento falsários estão certamente inventando novas modalidades para tentar enganar usuários de dispositivos eletrônicos. É importante, contudo, ficar atento. Vejamos os casos mais comuns:

Contato de órgãos “oficiais”: Receita Federal, ANS, Cadastro de quem já tomou vacina, etc: Nesta modalidade o golpista liga para a pessoa, se passando por funcionário de um órgão oficial e dizendo que precisa confirmar alguns dados. Como já vimos no texto da semana passada, os falsários não precisam confirmar os dados, porque muitas vezes já os tem, por vazamentos ocorridos. Após essas “confirmações”, o falsário pede que a pessoa faça uma última confirmação, qual seja diga a ele uma sequência numérica que chegará por SMS. Pronto: esta sequencia vai permitir que o golpista possa ter acesso a seu Whatsapp® e assim, possa pedir dinheiro aos seus colegas e amigos.

Contato “por segurança” de prestadores de serviço: OLX, Mercado Livre, Operadoras de celular, Operadoras de cartão de crédito, instituições de ensino: esta modalidade é semelhante à acima relatada, sendo que funciona da mesma forma. Contato, pedido de confirmação de dados e pedido de envio de números que recebe pelo SMS para “clonagem” do Whatsapp®.

“Seu celular está infectado por um virus! Clique aqui para resolver o problema.” Na verdade, essa mensagem aparece em alguns sites e e o objetivo não é “limpar” o celular, mas ao contrário, instalar um vírus que vai conceder acesso ao golpista à sua conta de email e à câmera de seu celular. Normalmente estas mensagens aparecem em sites de conteúdo adulto, e com acesso à câmera o golpista consegue fotografar o usuário enquanto acessa tais sites. Depois, pratica a chantagem, enviando um email e dizendo que tem as fotos e que vai divulgar nas redes sociais (que ele também tem acesso por meio do celular). A saída neste caso, depois que caiu no golpe, é alterar todas as senhas das redes sociais e, se for possível, deleta-las por um tempo. Outra modalidade de golpe no qual o objetivo é chantagem é o  “fake lover“: Nesta modalidade o golpista se passa por uma mulher ou homem atraentes que fingem ter interesse sexual pela pessoa, para em seguida, pedir fotografias ou videos e depois, em posse desse material, passar a praticar a chantagem. É importante lembrar que nada substitui o bom e velho “olho no olho” e que enviar fotos e videos sensuais nunca é recomendado (nem a namorado(a)s ou marido/esposa).

Como evitar: Talvez a palavra de ordem no mundo online seja: DESCONFIE. Desconfie de promoções muito boas e de contatos de estranhos, mesmo que eles tenham seus dados. Outra dica seria ter, no Whatsapp® a autenticação de duplo fator (veja aqui como fazê-lo) e não envie o código recebido por SMS para ninguém. Com seus parentes e amigos, sempre combine senha e contra senha ou antes de enviar qualquer valor, confirme que é a pessoa perguntando uma informação que só ela sabe. Adicionar na vida online só quem se conhece na vida real também é uma ótima dica, a despeito de ser algo difícil de seguir no mundo virtual que vivemos. E finalmente, quando receber um contato ou uma ligação, diga que vai procurar saber mais sobre o assunto, na internet ou pessoalmente e não vai resolver nem confirmar nada pelo telefone.

Se você já foi vítima de golpes ou ainda tem dúvidas, envie uma mensagem para a gente!

Por: Alexandre Thomaz
Abdala & Thomaz – Advogados
[email protected]

LIFE | cotidiano - Publicado 23:01 | - Redação

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