Treinamentos e capacitação para os agentes de trânsito

“Marronzinhos” passam por diversos cursos antes de ingressarem nas ruas com a “ingrata” função de multar motoristas infratores

Quem nunca proferiu uma palavra não tão sadia ao avistar um agente de trânsito? Ou disse algo pior ainda ao se deparar com aquele indesejável papel no para-brisa? Ou mesmo fechou a cara assim que recebeu uma correspondência indesejada, que além de atacar o bolso ocasiona pontos na carteira de habilitação?
Uma das profissões mais “odiadas” pela sociedade, os “marronzinhos” são fundamentais no dia a dia de São José. Sem eles, o complicado tráfego ficaria ainda mais caótico, com quase ou nenhum respeito às leis de trânsito – que além de preservar a ordem, significa o pleno respeito à vida de todos.
Contratação e processo seletivo – Diferente de outros funcionários da prefeitura, que são estatutários, os agentes têm regime de trabalho pela CLT. Eles trabalham 40 horas por semana, divididas em seis dias com turno diário de 6h e 40minutos. “Temos equipe 24 horas, nos sete dias da semana”, afirma Paulo Guimarães. O processo seletivo é feito por concurso público, promovido pela Urbam, e consiste em quatro fases. “A primeira é a prova teórica, onde é trabalhado raciocínio lógico, português e interpretação de texto. Mudamos o conceito da prova há cerca de seis anos. Antes era estilo autoescola, mas aí percebemos que o caminho não era esse e sim trazer pessoas bem capacitadas para fazermos a capacitação específica com nossos cursos internos”, destaca. As próximas etapas correspondem a testes físicos básicos, avaliação psicológica e prova de direção veicular. “Não basta apenas ser habilitado, tem que passar nos testes. Na capacitação os selecionados ficam quatro semanas somente com conhecimentos específicos na área de trânsito, para aí sim serem liberados para o trabalho. Fora isso há reuniões semanais para avaliação dos procedimentos”, conta.

Local de trabalho – Os agentes não possuem local fixo, que varia de dia para dia. Há cerca de 20 rotas de trabalho, que abrangem toda a cidade. “Temos dois tipos de ocorrência: a programada (procissão, caminhada) e a emergencial (acidentes, semáforos com problema), que exige atendimento imediato”, explica Guimarães.

Bônus por multa aplicada – O diretor de Trânsito garante que não há nada neste sentido. “Não temos nenhum tipo de incentivo à aplicação de multas. Isso não faz parte do nosso sistema de trabalho”.

Treinamento de relacionamento – Por lidar diariamente com a população nas ruas, os agentes recebem treinamento na área de atendimento ao público. “Pelo menos duas vezes por ano, além de outros dois cursos visando à atualização da legislação e parâmetros de fiscalização. Existe um novo curso chamado ‘gerenciamento de conflito com infratores’, que é justamente para trabalhar a inteligência emocional dos agentes para auxiliar na absorção de toda a carga negativa que o trabalho demanda”, revela.

– A atuação é baseada em três frentes de trabalho: primeiro é realizado o diagnóstico visando à devida identificação dos problemas com a finalidade de trabalhar a engenharia (complementação de sinalização, faixa de pedestre apagada). Na sequência entra a parte educativa e depois a fiscalização para garantir o cumprimento das leis. “A educação de trânsito tem as mesmas intensidades das ações de engenharia e fiscalização”, encerra.

SJC possui frota de 352.203 veículos, sendo 1.591 ônibus

LIFE | cotidiano - Publicado 08:44 | - Redação

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