Transmissão do HIV da mãe para o bebê é eliminada no Brasil

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Transmissão vertical do HIV é eliminada no Brasil; queda nas mortes e avanços na saúde marcam conquista histórica na saúde pública

Transmissão do HIV da mãe para o bebê é eliminada no Brasil
Foto: Depositphotos

Histórico: a transmissão vertical do HIV foi oficialmente eliminada como problema de saúde pública no Brasil. O resultado foi anunciado pelo Ministério da Saúde na última segunda-feira (1). O país também alcançou a menor taxa de mortalidade por aids em mais de três décadas.


A eliminação da transmissão vertical do HIV (quando a infecção ocorre durante a gestação, o parto ou a amamentação) foi confirmada após o país manter, de forma sustentada, indicadores abaixo dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A taxa permaneceu inferior a 2% e a incidência em crianças ficou abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos.

Segundo o Ministério da Saúde o resultado reflete a ampliação da cobertura de pré-natal, da testagem e do tratamento ofertado às gestantes. Mais de 95% das mulheres grávidas no país passaram por testagem e receberam acompanhamento adequado.

Queda na mortalidade e redução de caso

Entre 2023 e 2024, o Brasil registrou queda de 13% nas mortes por aids, passando de mais de 10 mil para 9,1 mil óbitos: primeiro ano, em três décadas, com número abaixo de dez mil. Os casos de aids também reduziram 1,5% no mesmo período.

No atendimento materno-infantil, houve queda de 7,9% nos registros de gestantes com HIV e redução de 4,2% no número de crianças expostas. O início tardio da profilaxia neonatal caiu 54%.

Avanços

Outro fator decisivo para eliminar a transmissão vertical do HIV foi o acesso ampliado às tecnologias de prevenção, diagnóstico e tratamento. A estratégia de Prevenção Combinada incorporou PrEP (Profilaxia Pré-Exposição )e PEP (Profilaxia Pós-Exposição), hoje distribuídas em maior escala. O uso da PrEP cresceu mais de 150% desde 2023.

O diagnóstico também foi reforçado, com 6,5 milhões de duo testes para HIV e sífilis adquiridos e 780 mil autotestes distribuídos. No tratamento, mais de 225 mil pessoas utilizam o comprimido único de lamivudina mais dolutegravir, considerado o remédio mais eficaz e seguro.

Essas ações aproximam o Brasil das metas globais 95-95-95: duas delas já foram atingidas: acesso ao tratamento e supressão viral.

Participação social e campanha nacional

Para ampliar a governança da resposta ao HIV, o Ministério da Saúde lançou editais que somam R$ 9 milhões destinados a organizações da sociedade civil. Também criou um comitê interministerial para eliminar doenças determinadas socialmente.

Em Brasília, no SESI Lab, foi aberta a exposição “40 anos da história da resposta brasileira à aids”, acompanhada da campanha “Nascer sem HIV, viver sem aids”, marco do Dezembro Vermelho 2025. A mostra segue até 30 de janeiro de 2026.

Veja também: A força do leite materno impulsiona recuperação de bebê em São José dos Campos

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Imagens profissionais em parceria com o site Depositphotos.

3 Respostas

  1. Detalhe, o PrEP, surgiu como opção para um público alvo que não querem usar camisinhas nas relações aleatórias e com vários parceiros.
    A condição de indetectável e intransmissível é bom ou ruim? Se bom, tá liberado a libertinagem?
    As autoridades de saúde permitirão que as igrejas evangélicas continuem a propagar a cura do HIV até quando?
    Tem filmes excelentes sobre a época mais sombria e que hoje não causam mais medo:

  2. Filadélfia (1993) e Kids (1995)
    Um Lugar Para Annie (1994)
    Preciosa (2009)
    Clube de Compras Dallas (2013)
    E o também ótimo, E a Vida Continua (“And the Band Played On” de 1993, baseado no livro homônimo de 1987).
    Nacional, Os Primeiros Soldados (2022) e o “Indetectável, Intransmissível: o futuro da AIDS” 2023 (Documentário).
    Há outros, mas estes são excelentes.

  3. E ainda tem a história da
    Kat Schurmann

    Kat Schurmann nasceu em 1992 na Nova Zelândia. Aos 3 anos, tornou-se a mais jovem marinheira ao ser adotada pela Família Schurmann.
    Participou da Magalhães Global Adventure dos 5 aos 8 anos, navegando ao redor do mundo e conhecendo 19 países.

    Fluente em inglês e português, estudou por correspondência pelo método americano de ensino da Calvert School. Corajosa marinheira, Kat praticou diversas modalidades de aventuras: desceu rios em rafting, subiu montanhas e vulcões, nadou com os golfinhos e mergulhou em Fernando de Noronha. Sempre alegre e brincalhona, era uma determinada defensora do meio ambiente.

    Kat faleceu em 29 de maio de 2006, aos 13 anos de idade, devido a complicações decorrentes do vírus HIV, do qual era portadora desde seu nascimento. A pequena e amada marinheira está simbolicamente presente na Expedição Oriente no nome do veleiro Kat, batizado em sua homenagem.

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