SUS incorpora tratamento para leucemia mieloide aguda com venetoclax e azacitidina para pacientes inelegíveis à quimioterapia intensiva

Tratamento para leucemia mieloide aguda é ampliado no SUS/ Foto ilustrativa: Depositphotos
O Ministério da Saúde oficializou a incorporação do medicamento venetoclax em combinação com azacitidina ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento para leucemia mieloide aguda em pacientes adultos recém-diagnosticados e inelegíveis à quimioterapia intensiva. A medida foi publicada nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União por meio da Portaria SCTIE/MS nº 30.
De acordo com a norma, as áreas técnicas responsáveis terão prazo máximo de 180 dias para disponibilizar o tratamento na rede pública de saúde.
O Venetoclax (vendido sob o nome comercial Venclexta) é um medicamento de alto custo, que pode variar de de R$ 58.000,00 a R$ 64.000,00 uma caixa com 120 comprimidos.
A incorporação busca atender pacientes que não podem receber o tratamento convencional devido à idade avançada, fragilidade clínica ou outras condições de saúde que aumentam os riscos da quimioterapia intensiva.
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O que é a leucemia mieloide aguda
A leucemia mieloide aguda (LMA), também chamada de leucemia não linfocítica aguda, é um tipo de câncer que afeta as células-tronco da medula óssea. A doença é caracterizada por mutações genéticas que provocam a produção excessiva de glóbulos brancos imaturos.
Essas células anormais se multiplicam de forma descontrolada e comprometem a formação das células sanguíneas saudáveis, prejudicando o funcionamento normal do organismo.
Principais sintomas
Os primeiros sinais da doença costumam surgir rapidamente e podem incluir anemia, fadiga, infecções recorrentes, perda de peso, perda de apetite, febre, dores de cabeça, falta de ar, hematomas frequentes e episódios de sangramento.
Por se tratar de uma doença de evolução rápida, o diagnóstico precoce é considerado fundamental para aumentar as possibilidades de controle e resposta ao tratamento.
Opções de tratamento
O tratamento para leucemia mieloide aguda varia conforme a gravidade do quadro clínico e as características de cada paciente. Entre as alternativas terapêuticas estão quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e transplante de medula óssea.



