Pregos usados para fixar placas de QR Code nas árvores não danificam caules

Apesar de chamar a atenção de moradores, técnica é considerada apropriada por especialista e pela prefeitura

Foto Life

São José dos Campos vem cadastrando todo o patrimônio arbóreo público existente em calçadas, canteiros, praças e áreas verdes da cidade. O trabalho visa identificar cerca de 80 mil árvores urbanas, colocando uma placa de identificação com numeração específica e o sistema de QR Code, que pode ser lido por dispositivos móveis como celulares e tablets com acesso à internet. As informações também poderão ser acessadas inserindo, em sites de busca, o endereço eletrônico grafado nas placas, com numeração específica para cada árvore.
No Jardim Aquarius, pode-se notar as placas de QR Code em espécies na praça Ulisses Guimarães, avenida Tubarão e também nas vielas verdes que cortam o bairro. Da meta de 80 mil cadastros por todo o município, cerca de 10 mil já foram devidamente implantados. Além do Aquarius, possuem o sistema os bairros São Dimas, Vila Adyana, Jardim Paulista, Jardim Nova América, Jardim das Indústrias e Bosque dos Eucaliptos.
Mas, a bela iniciativa em prol da defesa do patrimônio arbóreo municipal chamou a atenção de muitos moradores de vários bairros de São José, que criticaram a utilização de pregos de aço para afixar as placas nos troncos e caules. Antes eram utilizados arames de alumínio. Apesar da aparência “agressiva”, a utilização de pregos é recomendada por especialista e utilizada em diversos países.
“É bem melhor o prego. O arame pode acabar sufocando a árvore conforme o seu crescimento e matar o exemplar. Já o prego não oferece esse risco. A água sobe pelo interior do caule, vai para as folhas e provoca a fotossíntese. Os nutrientes descem para a raiz entre a casca e o caule. Se enforcar neste ponto, a árvore morre. Com o prego isso dificilmente acontece. É bem melhor que o anel de arame ou alumínio”, avalia o engenheiro florestal, Ciro Croce.
A Life já recebeu denúncias de árvores que morreram “estranguladas” pela utilização dos arames.

Prefeitura
Em nota, a secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade informou que houve um impasse quanto à fixação das placas de identificação por haver uma possível restrição imposta pela Lei Municipal nº 1566/1970.
“Demos início à fixação das placas utilizando cabos e prensas de alumínio, em caráter provisório, até que tivéssemos um parecer jurídico sobre a questão, que nos permitisse utilizar também a fixação com pregos ou parafusos. É importante salientar que essa é uma prática reconhecida como uma das mais adequadas e pode ser vista em diversos parques e áreas verdes em todo o mundo. O próprio tecido vegetal promove uma cicatrização no local perfurado que impede a entrada de patógenos, sendo portanto uma intervenção de baixo impacto sobre a indivíduo arbóreo e que não lhe trará consequências negativas. Dito isto, informamos que a partir deste mês, a fixação das placas de identificação das árvores cadastradas também utilizará pregos niquelados temperados e, em alguns casos, continuará sendo feita com cabos e prensas de alumínio”, relata o posicionamento da prefeitura.

LIFE | cotidiano - Publicado 19:47 | - Redação

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