Ponte estaiada: Construção divide opiniões em meio à discussão sobre paralisação da obra

Juíza determina que a obra não seja barrada e munícipes protestam; promotor da ação tem ainda 13 dias para recorrer

Foto: Life Informa

Nesta segunda-feira (14), a Justiça negou a liminar do Ministério Público que solicita que a obra de construção da ponte estaiada seja barrada.  Os promotores alegaram que o projeto prioriza o transporte individual, não fornecendo benefícios para o coletivo. Ainda, comentam que não foram apresentados estudo que comprovem que a ponte estaiada seria a melhor solução para o problema de trânsito no local e que especialistas ouvidos apontaram outros projetos que seriam mais eficientes e teriam menor custo.

Em seu despacho, a juíza Cristina Inokuti entendeu que os documentos juntados pelo MP não apresentam evidências para as alegações apontadas, e que não há indícios de “desvio de interesse público nem violação aos princípios da legalidade e razoabilidade.” A promotoria tem ainda 13 dias para contestar a decisão.

O Arco da Inovação será financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Com o valor de R$ 48,5 milhões, a obra tem previsão de entrega de 14 meses após o início da construção. Cerca de 60 mil pessoas usam as 18 linhas que circulam pelo local.

Condomínio London

Na manhã desta quarta-feira (15), por volta das 8h, moradores do edifício London, condomínio mais próximo e mais afetado pelas obras da ponte, se reuniram para contestar o projeto e solicitar a paralisação da obra.

Segundo uma moradora do residencial, o principal problema seria a falta de informação e consideração da prefeitura com os moradores do prédio. “Nós nunca recebemos uma visita da prefeitura para vir comunicar aos moradores como essa obra iria ser feita, o que estava acontecendo, onde que a obra nos afetaria, em que local a alça da ponte subiria. Todas essas informações nós fomos obtendo através de conversas com a própria comunidade ou então, surpreendentemente, com os próprios trabalhadores da obra, que chegavam aqui já iniciando trabalhos que sequer foram avisados para nós.”

Uma das principais reivindicações dos condôminos, além de uma melhor comunicação da prefeitura e cuidado com os moradores, é que as oito palmeiras situadas em frente ao prédio, plantas há cerca de 20 anos pelos próprios moradores, não sejam retiradas, o que está previsto no projeto da prefeitura.

Manifestação geral

Às  17h desta quarta feira (16) ocorreu uma manifestação contra a construção da ponte estaiada na avenida São João, em frente ao local em que ocorre a obra. A intenção do movimento é de mobilizar a opinião pública afim de discutir o futuro do projeto e viabilizar outras alternativas para minimizar o fluxo de carros na região.

Inicialmente, os manifestantes se reuniram em um posto de gasolina em frente à obra. De lá,partiram para as proximidades da avenida Jorge Zarur. Em cada fechamento do semáforo da via, o grupo se reunia na faixa de pedestres carregando cartazes e faixas de conscientização à população sobre os malefícios da ponte.

Segundo os participantes, o movimento não está atrelado a nenhum partido e é aberto a todos que quiserem apoiar. Os manifestantes exigem que a obra seja parada imediatamente  pois consideram o projeto sem estudos e afirmam que ele não trará benefícios para o transporte público, que segundo eles, deve ser priorizado.

“Para nós a manifestação é imprescindível, porque o projeto foi apresentado em abril do ano passado e o contrato com a empresa responsável pela obra foi assinado dois meses depois. Então não houve nenhum tempo possível para a sociedade entender o projeto. Ele foi imposto a nós”, afirmou uma participante.

 

LIFE | cotidiano - Publicado 18:57 | - admin

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