Operação Valentines Day apreendeu joias e armas em São José; investigação apura suposta apropriação de peças.

Operação Valentines Day cumpriu três mandados de busca e apreensão na sexta-feira (12), em investigação conduzida pelo 1º DP de São José dos Campos. A ação apreendeu joias, bijuterias e armas em endereços ligados a um casal, no âmbito de um inquérito que apura suposta apropriação indébita e/ou estelionato envolvendo peças avaliadas em cerca de R$ 61 mil.
A ação, denominada Operação Valentines Day, resultou na apreensão de joias, bijuterias e armas encontradas em residências ligadas a uma mulher identificada como Amanda e ao marido dela, identificado como Eduardo. O inquérito policial foi instaurado em janeiro e segue em andamento.
Segundo a Polícia Civil, as armas foram apreendidas para verificação de regularidade, já que Eduardo seria registrado como CAC, sigla usada para colecionadores, atiradores desportivos e caçadores.
Amanda foi autuada por resistência, segundo a polícia, por dificultar o cumprimento da ordem judicial. Como se trata de crime de menor potencial ofensivo, ela foi liberada após os procedimentos legais. O casal foi conduzido ao 1º DP de São José dos Campos.
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A investigação apura o suposto desaparecimento de peças pertencentes à VD Joias. De acordo com as empresárias Daniela Magno e Vivian Almeida, proprietárias da empresa, Amanda teria retirado joias em consignação, avaliadas em aproximadamente R$ 61 mil, e não teria devolvido nem pago pelos itens.
As empresárias afirmam que as peças foram entregues “na base da confiança”. Segundo elas, o prejuízo afetou o caixa da empresa, comprometeu o capital de giro e levou ao encerramento do espaço comercial onde atuavam.
O caso ganhou repercussão em maio, durante um evento de empreendedorismo realizado em São José dos Campos. As empresárias relataram ter encontrado Amanda usando algumas das joias que seriam alvo da investigação. A abordagem terminou em uma confusão dentro de um shopping, com agressões e intervenção da equipe de segurança.
Após o episódio, Amanda registrou boletim de ocorrência afirmando ter sido agredida pelas duas mulheres e alegando que uma pulseira foi arrancada de seu braço durante o confronto. Já as empresárias sustentam que a discussão ocorreu durante uma tentativa de recuperar joias que, segundo elas, não haviam sido devolvidas.
De acordo com a Polícia Civil, as vítimas deverão comparecer ao 1º DP para identificar as joias apreendidas. Outras diligências ainda serão realizadas no curso do inquérito.
Em manifestação enviada sobre o caso, Amanda informou que deve divulgar um vídeo oficial com esclarecimentos sobre o andamento jurídico das medidas adotadas em razão do que classifica como ataques públicos, disseminação de informações inverídicas, danos à imagem e ameaças graves contra ela e seus filhos.
A nota afirma ainda que o caso passou a envolver “aspectos sérios de natureza criminal” e que todo o assunto está sendo conduzido com acompanhamento jurídico, cautela e respeito às autoridades competentes.
A Life também procurou Amanda no dia 6 deste mês a respeito de outro boletim de ocorrência, registrado por um cliente contra a empresa Rebocho. No documento, ao qual a Life teve acesso, o denunciante afirma que a empresa não teria concluído uma reforma residencial após pagamentos que, segundo ele, somariam cerca de R$ 400 mil.
No mesmo registro, o cliente afirma que Amanda teria se apresentado como arquiteta durante as negociações e que depois teria constatado que essa informação não seria verdadeira.

Em resposta, a Rebocho afirmou que o boletim de ocorrência representa uma narrativa unilateral, ainda sujeita à apuração pelas autoridades competentes e ao contraditório. A empresa disse não reconhecer como verdadeira, completa ou conclusiva a versão apresentada pelo denunciante.
A Rebocho também informou que não abandonou a obra, não agiu com má-fé e não teve intenção de causar prejuízo ao cliente. Segundo a empresa, eventuais divergências sobre prazos, valores, continuidade dos serviços e escopo contratado estão sendo tratadas pelos meios adequados, com acompanhamento jurídico.
Sobre Amanda, a Rebocho afirmou que ela não se apresentou como arquiteta responsável técnica, arquiteta formada ou profissional habilitada perante o CAU. Segundo a empresa, sua atuação ocorreu na esfera empresarial, administrativa, comercial e de gestão da relação contratual, além da condição de estudante de Arquitetura.
A empresa também declarou que Amanda vem sofrendo ataques à imagem e à reputação, com circulação de informações que considera distorcidas, incompletas e inverídicas. A Rebocho informou que medidas legais estão sendo avaliadas.
A Operação Valentines Day segue em apuração pela Polícia Civil. Até a conclusão das investigações, não há decisão judicial ou condenação relacionada aos fatos citados.



