Projeto de passarelão para romeiros na Via Dutra pretende prevenir acidentes no trajeto entre Arujá e Aparecida durante peregrinações

A proposta da construção de um passarelão para romeiros ao longo da Rodovia Presidente Dutra volta ao centro das discussões com forte apoio institucional e motivação humanitária. A iniciativa, apresentada pela concessionária RioSP e atualmente em avaliação na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), prevê a construção de uma via exclusiva entre Arujá e Aparecida, com 134 quilômetros de extensão, para proteger peregrinos que caminham ou pedalem em direção ao Santuário Nacional.
Durante o período de celebrações dedicadas a Nossa Senhora Aparecida, o fluxo de romeiros na Dutra se intensifica — assim como os acidentes. Na altura do km 138, em São José dos Campos, por exemplo, um romeiro foi atingido por um pneu desprendido de um caminhão. Em outros trechos e datas próximas, pessoas já morreram ou ficaram feridas ao atravessar trechos perigosos da rodovia.
O projeto do passarelão para romeiros traz a promessa de uma alternativa segura e digna: uma faixa independente, com entre 3 e 7 metros de largura, projetada para pedestres e ciclistas. A via deverá atravessar municípios como Jacareí, São José dos Campos, Caçapava, Taubaté, Roseira e Pindamonhangaba. A obra seria financiada integralmente pela concessionária e tem previsão de início em 2026.
O arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, participou ativamente do debate, afirmando que a Dutra se tornou um “santuário de um povo caminhante” — e que esse status exige responsabilidade social de todos os envolvidos. “São 40 mil pessoas que vêm a pé e merecem todo cuidado e zelo”, afirmou.
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As autoridades ressaltam que, após a aprovação, o processo envolverá licitação, avaliação técnica e diálogo com entidades religiosas e órgãos públicos. Enquanto isso, permanece o caráter simbólico e urgente da proposta, que busca unir fé, mobilidade e segurança no maior trajeto religioso do Brasil.
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Uma passarela de milhões de reais que será usada uma vez por ano.
Lavagem de dinheiro utilizando a fé. Já vi isso várias vezes
E a obra não acontecerá, pode crer.
Entendo o motivo, claro que fé é louvável e devemos respeitar. Mas trafegar a pé na rodovia é ilegal, e por um enorme risco aos condutores de veículos. Isso tem que ser melhor resolvido.
A igreja tb deveria se envolver nisso! Parem de “ enfeitar “ ainda mais a catedral e foque na segurança dos romeiros. É o mínimo, né não?
Igreja? Ela não paga nem impostos. Protegida pela CF/88, no Brasil, se abre uma igreja a cada 4 horas.
Acho realmente uma necessidade urgente.
Mesmo porque não é só uma vez por ano. Em outubro o movimento é maior, mas tem romeiros e peregrinos o ano todo usando a Dutra a pé para chegar até Aparecida, agradecer a nossa Mãe as graças recebidas.
Espero que realmente esse projeto saia do papel e seja feito urgente.
Muito triste ver romeiros morrer de acidente por falta de segurança na beira sa pista.
Parabéns pela atitude e que seja concretizada urgente