Palmeiras leva virada no Beira-Rio e põe um pé na Série B!

Luan abriu o placar após cobrança de escanteio. Com a vantagem, Verdão recuou e sofreu a eminente derrota por 2 a 1 para o Internacional. Nuvens cada vez mais negras no Palestra!

Num jogo com um lance que reabrirá a discussão sobre o uso de imagens da TV nas decisões da arbitragem, o Internacional saiu atrás, mas virou sobre o Palmeiras, venceu por 2 a 1 e manteve o grande retrospecto diante do time paulista no Beira Rio: não perde desde 1997.

Com o resultado, o Internacional foi aos 51 pontos, ganhou a quarta posição do Vasco e segue vivo na briga por uma vaga na Copa Libertadores. Já o Palmeiras segue com apenas 32, dentro da zona de rebaixamento a cinco rodadas do fim da competição.

O Palmeiras criou as melhores chances do começo do jogo. Primeiro desperdiçou boa oportunidade com Patrick Vieira, que dominou sozinho e parou em Muriel; depois, abriu o placar com Luan, e logo em seguida teve a chance de ampliar com Barcos, que bateu e viu a defesa do Inter se salvar em cima da linha.

O Inter equilibrou o jogo e chegou ao empate aos 33 minutos. Cruzamento de Guiñazu pela esquerda, desvio de cabeça de Forlán e gol de Fred. E o Inter seguiu melhor na segunda etapa até virar o jogo com Rafael Moura, que completou grande passe de D’Alessandro. 

A partir daí, o Palmeiras tentou pressionar e até balançou as redes, mas de forma ilegal. Após cruzamento de Assunção, Barcos desviou com o braço para marcar, e Francisco Carlos Nascimento confirmou o gol a princípio. Depois, avisado pelo delegado ou o quarto árbitro da partida, o juiz anulou o empate. A decisão revoltou o elenco palmeirense, inconformado com o fato do mediador ter recebido uma informação externa, de alguém que viu o lance pela televisão.

Na próxima rodada, o Palmeiras recebe o Botafogo às 19h30 do domingo, 4 de novembro, na Arena Fonte Luminosa. Já o Internacional visita o Náutico, no mesmo horário, no Estádio dos Aflitos.

O jogo – O Palmeiras justificou logo nos primeiros minutos da partida a razão da escolha por Wesley e a troca do 4-3-3 pelo 4-4-2. Gilson Kleina escalou o volante, em seu segundo jogo após quase sete meses em recuperação de cirurgia no joelho direito, para povoar o meio-campo. Ao lado de João Denoni, Marcos Assunção e também com a chegada de Luan no setor, a armação do Inter tinha dificuldades.

Os anfitriões ficaram cerca de dez minutos tentando, em vão, achar espaços na defesa do Verdão. Rafael Moura e Forlán se movimentavam, mas estavam sempre entre Henrique, Mauricio Ramos e os laterais Artur e Leandro, que pouco avançavam. Fred mal conseguia tocar na bola enquanto D’Alessandro era o único a tentar algo mais perigoso, indo de um lado a outro e usando seu drible. Faltava, porém, eficiência.

Bem armado na defesa, o Palmeiras apostava na força física de Luan e, principalmente, na velocidade e habilidade de Patrick para contra-atacar e levar a bola a Barcos. E foi em ação do trio que o primeiro lance perigoso ocorreu: aos 12 minutos, o argentino afastou escanteio do Inter nos pés de Patrick Vieira, que lançou Luan e o atacante devolveu para o meia, de frente para Muriel, finalizar em cima de Muriel.

O lance fez o time de Gilson Kleina acordar para o ataque, tanto que, logo na sequência, Barcos sofreu falta que Marcos Assunção cobrou com perigo – Muriel defendeu. O Inter só conseguiu responder com Rafael Moura ganhando dividida pelo alto, mas era pouco para o dono da casa.

O Verdão dava mais trabalho quando ia ao ataque. E foi mais eficiente primeiro do que o adversário. Aos 21 minutos, Marcos Assunção cobrou escanteio pela esquerda, a bola desviou na primeira trave e sobrou para Luan, como um centroavante, subir mais do que seu marcador e cabecear firme. Muriel ainda tocou na bola, mas, trombando com Guiñazu, não evitou que ela tocasse suas redes.

No desespero, o Inter conseguiu, enfim, assustar, primeiro com Rafael Moura, logo depois da saída de bola, obrigando Bruno a espalmar em seu canto direito. No escanteio, na sequência, Forlán chutou rente ao ângulo esquerdo, provando que o Colorado, com mais vontade, é decisivo.

O Palmeiras, contudo, continuava levando perigo na frente, como aos 24 minutos, quando Patrick Vieira escapou de uma marcação tripla e Barcos só não fez porque Muriel salvou. Estava claro, porém, que a partida estava aberta, tanto que Bruno voltou a trabalhar bem em cobrança de falta de D’Alessandro.

Em meio ao equilíbrio, um vacilo seria falta. E ocorreu com Artur. Aos 34 minutos, Após Índio vencer disputa com Patrick Vieira pelo alto no círculo central, o lateral direito, desequilibrado, deixou a bola com Rafael Moura, que tocou na ponta esquerda para Guiñazu. O argentino cruzou para o centroavante, que não conseguiu cabecear com força, mas a bola sobrou para Fred, completamente desmarcado, empatar.

Logo após o gol do Inter, Artur teve a chance de se redimir, ao desarmar Kleber na grande área adversária, mas acabou chutando fraco, de canhota, nas mãos de Muriel. E o primeiro tempo, apesar da vontade e movimentação dos dois lados, não teve mais gols.

Para buscar a vitória diante de sua torcida, Fernandão quis impor mais domínio de bola na frente trocando Nei por Elton na lateral direita. Mas o ganho no ataque veio com a postura menos aguerrida do Palmeiras na marcação, tanto que logo aos dois minutos Kleber teve espaço para deixar Forlán livre na frente de Bruno, mas perdendo o gol.

Aos nove minutos, o espaço do Inter para tocar a bola foi fatal. Forlán deixou para D’Alessandro, livre, cruzar da ponta esquerda para o também completamente desmarcado Rafael Moura ter somente o trabalho de tocar de cabeça para as redes. E sentenciar o desespero no rival.

O Palmeiras passou a cruzar bolas, levando perigo só em cabeçada de Luan. Quando balançou as redes, causou confusão: aos 17 minutos, Barcos desviou com a mão cobrança de escanteio de Marcos Assunção e paralisou a partida por cinco minutos em meio a reclamações. O árbitro, de frente para a jogada, chegou a marcar o gol, mas seus auxiliares e até o delegado da partida o alertaram da infração do argentino.

No desespero, Kleina se confundiu nas estratégias. Primeiro, colocou Maikon Leite no lugar de Wesley para jogar com pontas. Pouco depois, preferiu ter um centroavante a mais em campo sacando Luan, que atuava na ponta. O resultado disso foi a derrota palmeirense sob os gritos de “segunda divisão” dos torcedores do Inter

 

LIFE | esportes - Publicado 11:54 | - Redação

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