PF prendeu homem investigado por exploração sexual infantil em Guaratinguetá durante operação contra crimes na internet

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (28), a Operação Guardiões da Esperança para combater crimes relacionados ao armazenamento e compartilhamento de arquivos contendo exploração sexual infantojuvenil praticados pela internet.
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Durante a operação, um homem de 39 anos foi preso em flagrante em Guaratinguetá. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Federal de Taubaté.
A ação foi realizada por equipes das Delegacias da Polícia Federal de São José dos Campos e de Cruzeiro.
Segundo as investigações, entre março e maio de 2025, o suspeito participou de grupos em aplicativos de mensagens voltados exclusivamente ao compartilhamento e download de imagens e vídeos contendo abuso sexual infantil.
Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes apreenderam equipamentos e materiais eletrônicos que serão encaminhados para perícia técnica. O objetivo é aprofundar as investigações e identificar possíveis conexões com outros envolvidos.
De acordo com a Polícia Federal, o investigado poderá responder pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual infantil pela internet. Somadas, as penas máximas podem chegar a 10 anos de prisão.
Alerta sobre segurança digital
A Polícia Federal também reforçou o alerta para que pais e responsáveis acompanhem o uso da internet por crianças e adolescentes, incluindo redes sociais, jogos online e aplicativos de mensagens.
Segundo a corporação, mudanças de comportamento, isolamento repentino e excesso de sigilo no uso do celular podem ser sinais de situações de risco.
A PF destacou ainda a importância da orientação sobre contatos inadequados e do diálogo constante como medidas essenciais para a proteção de menores no ambiente digital.
Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente ainda utilize o termo “pornografia” para classificar esse tipo de crime, organismos internacionais passaram a adotar expressões como “abuso sexual infantil” e “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem de forma mais clara a gravidade da violência praticada.
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