PF investiga golpe na Caixa em Jacareí e Taubaté, com contas abertas por documentos falsos e prejuízo acima de R$ 500 mil; Caixa se manifesta

A Polícia Federal (PF) investiga um caso de golpe na Caixa Econômica Federal com prejuízo superior a R$ 500 mil. A apuração foi divulgada nesta terça-feira (20) e envolve a abertura de contas bancárias com documentos falsos em agências das cidades de Taubaté e Jacareí. O grupo de criminosos utilizava os documentos falsos para abrir contas bancárias e contratar empréstimos junto à instituição financeira.
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De acordo com a investigação após a liberação dos valores, o dinheiro era transferido para diversas contas bancárias de “laranjas”, conhecidas como contas de passagem. Em seguida, os recursos eram sacados por integrantes da quadrilha, dificultando o rastreamento das operações.
A PF informou que a apuração faz parte de uma série de inquéritos que investigam crimes semelhantes no eixo Jacareí–Taubaté. O prejuízo causado à Caixa Econômica Federal, empresa pública federal, já ultrapassa R$ 500 mil.
Na manhã dessa terça-feira (20), dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências localizadas em Barueri, na Grande São Paulo. Nesta fase da operação, os alvos são pessoas identificadas como responsáveis diretas pelo uso dos documentos falsos para abertura das contas e contratação dos empréstimos.
Durante as ações, os agentes apreenderam documentos falsificados utilizados na prática do crime, além de aparelhos celulares. O material será periciado e analisado para identificar outros integrantes da associação criminosa e aprofundar as investigações.
Os crimes apurados são estelionato e associação criminosa. Caso as acusações sejam confirmadas, os investigados podem ser condenados a penas que somam até 13 anos de prisão, conforme prevê a legislação penal.
A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.
A Life entrou em contato com a Caixa Econômica Federal que informou, por meio de uma nota, que “atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que envolvem a instituição e que tais informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente às autoridades competentes, para análise e investigação”.
A empresa explicou também que “o banco aprimora continuamente os critérios de segurança em movimentações financeiras, acompanhando as melhores práticas de mercado e as evoluções realizadas diante dos ‘modus operandi’ identificados”.
A Caixa comunicou ainda que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias com o objetivo de identificar e investigar casos suspeitos. “A instituição possui estratégias, políticas e procedimentos de segurança para a proteção de dados e operações de seus clientes, contando com tecnologias e equipes especializadas para garantir a segurança de seus processos e canais de atendimento”, relatou a nota.
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