Justiça mantém presos envolvidos em ato contra privatização da Sabesp

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Eles tiveram a prisão mantida após realização de audiência de custódia, informou o Tribunal de Justiça

Justiça mantém presos envolvidos em ato contra privatização da Sabesp
Justiça mantém presos envolvidos em ato contra privatização da Sabesp / Foto: Paulo Pinto, Agência Brasil

Dois dos quatro manifestantes detidos na quarta (6) durante a votação da privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tiveram a prisão mantida, após audiência de custódia, informou o Tribunal de Justiça. Hendryll Luiz Rodrigues de Brito Silva, estudante da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante do Movimento Correnteza; e o professor Lucas Borges Carvente, do Movimento Luta de Classes, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. Eles vão passar por exame de corpo de delito, pois relataram ao juiz violência policial.


Foi concedida liberdade provisória para Vivian Mendes da Silva, presidente estadual da organização Unidade Popular; e ao metroviário Ricardo Senese, do Movimento Luta de Classes. Foi definida fiança no valor de um salário mínimo. Além disso, eles devem seguir as seguintes medidas cautelares: comparecimento mensal ao juízo, justificativa de atividades e atualização de endereço, obrigação de manter endereço atualizado e proibição de se ausentar da comarca em que residem por mais de oito dias sem prévia comunicação.

Votação
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou nessa quarta-feira (6) o Projeto de Lei 1.501/2023, que autoriza o governo estadual a vender o controle da Sabesp. Foram 62 votos favoráveis e um contrário de um total de 94 votos. Todos os deputados de oposição se retiraram do plenário e não participaram da votação.

A sessão foi marcada por protestos de trabalhadores da companhia e organizações da sociedade civil que são contrários à privatização da empresa. A votação chegou a ser suspensa, e a galeria do plenário foi esvaziada. Segundo a assessoria de comunicação da Alesp, isso ocorreu “após uma parte dos manifestantes comprometer a segurança e entrar em confronto com a Polícia Militar”. A discussão da proposta foi retomada em seguida.

Os manifestantes foram autuados por lesão corporal, dano, associação criminosa, resistência e desobediência, informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Integrantes do movimento que resiste à privatização fizeram uma vigília (foto) em frente ao 27º Distrito Policial (DP), no Campo Belo, para protestar contra a prisão do grupo. Agora à noite, eles aguardam em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, onde ocorreu a audiência de custódia. Durante a manhã, a advogada Raquel Brito, que acompanha o caso em assessoria aos manifestantes, classificou a prisão como “injusta” e afirmou que houve ilegalidades na condução das pessoas. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

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Imagens profissionais em parceria com o site Depositphotos.

5 Respostas

  1. Estão sendo e fazendo aquilo que forma “domesticados”.
    Decálogo de Lenin ensinou muito bem:

    III. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;

    IV. (…)

    V. (…)

    VI. (…)

    VII. (…)

    VIII. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

    IX. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;

  2. Manchete mal feita e falaciosa.
    Induz o leitor a pensar que os detidos permaneceram presos, mas só 2 de 4 passaram por isso, ou seja, 50%.
    Pela quebradeira e violência vistas nas imagens deveria ter muito mais presos.
    Como querem falar em justiça nesse país se detidos por muito menos em Brasília estão presos durante meses e alguns já condenados a mais de 14 anos de prisão???

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